Fim do Google Stadia marca um revés na nuvem do Google

O Google Stadia foi lançado em 2019 com a ideia de aposentar os consoles de vídeo-games e oferecia a possibilidade de jogar jogos em qualquer lugar ou qualquer tela – bastava apenas ter uma internet rápida.

Além disso, ao levar os jogos para a nuvem, eliminava a necessidade de fazer downloads, baixar atualizações e instalações, ou seja, todas aquelas coisas chatas que atrapalham até mesmo nos equipamentos mais modernos.


Mesmo sem aquela peça hardware no meio da sala, o Stadia conseguia manter a mesma experiencia e qualidade: os jogos contavam com resolução minima de 4k, Video HDR, 60 fps (frames per second) e som 5.1 Surround.

“Construímos nossa plataforma para escalar com as redes de mais alto desempenho para oferecer a qualidade visual exigida por jogadores e desenvolvedores de jogos”, disse Majd Bakar, chefe de engenharia, ao prometer avanços futuros para 8k e 120 fps.

Com o Stadia, o Google tinha um novo produto que, além de mostrar o poder computacional, apresentava potencial de superar a Microsoft e Sony sem precisar vender equipamentos como o Xbox e o PlayStation.

Apesar do furor inicial e boa reação por parte dos entusiastas de jogos, o desenvolvimento da plataforma seguiu a passos lentos nos anos seguintes enquanto os competidores como a Microsoft já lançavam seus produtos em escala global.

Em 2021, para complicar a situação, o buscador fechou seu estúdio de jogos dedicados, o Stadia Games and Entertainment, reduzindo a possibilidade de títulos diferentes e exclusivos para o Stadia.

Já no início de 2022, o Business Insider disse que a “plataforma de consumidor Stadia” havia sido “despriorizada” com os engenheiros trabalhando nela apenas 20% do tempo, sendo reprojetada para funcionar em segundo plano como marca branca.

Foi reportado na mesma época que o serviço poderia vir a ser chamado de “Google Stream” no qual empresas poderiam contratar o Google e distribuir seus jogos como quiserem.

Não está claro o que aconteceu com o Stadia. Seja um erro de planejamento, falta de visão para o futuro ou frustração do vice-presidente e GM da Stadia, Phil Harrison, por conta de seu silêncio nas redes.

Uma coisa é certa: ao anunciar o encerramento, o Google perdeu um produto que poderia potencializar a imagem de sua nuvem computacional e até superar marcas histórias no setor de vídeo-games.

Mas a imagem deixada é de mais um produto encerrado precocemente sem levar em conta seus usuários, com capacidade de prejudicar a credibilidade e confiança em outros lançamentos e até colocar em risco a reputação de marca.

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