Google Arts & Culture e Museu do Futebol lançam coleção com relatos dos anos de proibição do futebol feminino no Brasil

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Em parceria com o Museu do Futebol, o Google Arts & Culture exibe a partir de hoje uma coleção com 205 fotografias, além de relatos, documentos e artigos de jornais, que mostram os anos de proibição do futebol feminino no Brasil, entre 1941 a 1979. O conteúdo faz parte do projeto Museu do Impedimento (g.co/museudoimpedimento) e boa parte dele foi compartilhado pelos usuários durante o mês de junho deste ano. 

Dividida em seis exposições, a experiência colaborativa contou com a curadoria de especialistas do próprio museu e traz à luz histórias de mulheres que seguiram jogando mesmo com o decreto que proibia a prática feminina do esporte no período. É o exemplo das jogadoras da Ponte Preta de Jacareí, que se organizaram em 1969 para pressionar pelo fim da proibição. Uma das integrantes do movimento, Luci, camisa 10 da equipe, declarou que o objetivo na época era acabar de vez com a discriminação.


O Museu do Impedimento traz ainda fotos e manchetes de jornais elogiando o desempenho das jogadoras do Instituto Diocesano e de Ensino Santo Antonio (IDESA), de Taubaté, que mobilizaram todo o município do interior de São Paulo. Do mesmo estado, em São João da Boa Vista, há também relatos de meninas que vestiram as camisas dos times da cidade, o Palmeiras Futebol Clube e o Sociedade Esportiva Sanjoanense, para arrecadar fundos para a formatura no colégio.

Confira também os registros do Corinthians Pelotense e Vila Hilda, no Rio Grande do Sul; as camisetas do Araguari e Atlético & América e outras histórias de pioneiras do esporte, como Lea Campos, a primeira árbitra oficial na história do Brasil e presa por 15 vezes durante os anos de proibição, e Marileia “Michael Jackson” dos Santos, artilheira do futebol brasileiro.

 “Recebemos dezenas de fotos, relatos e manchetes de jornais de várias regiões do país e agora podemos mostrar ao público relatos incríveis de mulheres que influenciaram o futebol feminino como ele é hoje. A história desse período não está mais em branco”, afirma Maria Clara Fleury, gerente de marketing do Google Brasil.

“Com projetos como o Museu do Impedimento, o Google Arts & Culture continua trabalhando em conjunto com seus parceiros para tornar histórias de empoderamento cultural em diversas comunidades no mundo mais acessíveis a todos. Desde 2011, nosso objetivo é tornar a cultura mais acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar – e preservá-la digitalmente para ajudar a inspirar as gerações futuras ”, afirma Luisella Mazza, diretora global de Operações de Google Arts & Culture.

“O Museu do Futebol tem orgulho de ter o Google como parceiro desde 2012, ajudando a

compartilhar nosso acervo com o mundo. Esse projeto é único pois, além de cumprir essa

missão, também tem o potencial de empoderar mulheres que sempre desejaram se ver

representadas na história do esporte mais popular do planeta”, afirma Daniela Alfonsi,

diretora de conteúdo do Museu do Futebol.

Destaques do Museu do Impedimento g.co/museudoimpedimento

  • 6 exposições sobre a fase da proibição, incluindo histórias de Lea Campos e Marileia “Michael Jackson” dos Santos e uma exposição anteriormente lançada que destaca a história do futebol feminino.
  • 205 fotografias e documentos dentro da coleção do Museu do Futebol no Google Arts & Culture.
  • Conteúdo disponível em português, inglês, espanhol e francês.

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é pós-graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pela ESPM. Fundador da FragaNet Networks, empresa especializada em comunicação digital , cujo o portfólio estão projetos como: Google Discovery, Arquivo UFO e Muito Curioso. Foi colunista de tecnologia no TechTudo, da Globo.com.

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