9 anos do Android: conheça a história da plataforma móvel do Google

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Andy Rubin, Rich Miner, Nick Sears e Chris White criaram o Android em 2003, quando co-fundaram a Android Inc., uma empresa que visava desenvolver dispositivos móveis mais inteligentes.

Em 2004, enquanto ainda trabalhava no sistema operacional, Andy Rubin se viu sem dinheiro. A operação estava próxima de ir a falência e os investidores não estavam muito animados com o produto.


Naquele período, Rubin estava próximo de ser expulso do escritório do Android por falta de pagamento. Desesperado, pediu ajuda a Steve Perlman, criador do QuickTime.

Perlman resolveu ajudar o amigo com um cheque de US$ 10.000.  “Eu fiz isso porque acreditei no assunto e queria ajudar o Andy”, disse mais tarde ao ser entrevistado.

Samsung quase comprou o Android

Antes de vender a empresa para Larry Page e Sergey brin, o co-fundador do Android chegou a viajar diversas vezes para Seul, Coreia do Sul, para encontros com um dos maiores fabricantes de celulares da época, a Samsung.

Entre 20 executivos da Samsung, Rubin demonstrou com muito entusiasmo a ideia do Android, mas a única coisa que ele obteve foi silêncio das pessoas que estavam ali.

“Você e que exército vai fazer e criar isso? Você tem seis pessoas. Você está drogado? Foi basicamente o que eles disseram. Eles riam de mim fora da sala de reuniões. Isso aconteceu duas semanas antes do Google nos ter adquirido”, recorda Rubin.

Aquisição pelo Google

No início de 2005, o co-fundador do Google, Larry Page, agenda um encontro com Andy Rubin.

Preocupados com as mudanças no setor de dispositivos móveis, Larry Page e Sergey Brin temiam que a Microsoft pudesse se tornar um problema para o Google.

Depois de ouvir sobre o seu trabalho no Android, Page não apenas aceitou ajudar Andy com um investimento – ele decide que o Google vai adquirir o Android.

O buscador, então, adquiri a Android Inc. por cerca de 50 milhões de dólares e a divisão do Google Mobile nasceu. A equipe de 8 pessoas da Android foi transferida na Mountain View.

Para David Lawee, ex-vice-presidente de desenvolvimento corporativo e hoje responsável pelo Google Capital (“CapitalG”), este foi o “melhor negócio possível” do Google em sua história.

Anúncio e Desenvolvimento

Dois anos depois do Google ter adquirido o Android e cinco meses após o lançamento do iPhone, o Android foi anunciado.

Naquela época, o sistema operacional caminhava a passos lentos. Era visivelmente um concorrente do BlackBerry e funcionava a partir de um teclado qwerty e telas com resolução de 320×240.

O primeiro dispositivo, como você pode ver acima, foi construído pela HTC e não tinha nenhum grande diferencial.

A não ser, é claro, o próprio Android que começava a mostrar uma integração profunda com o serviços oferecidos pela gigante de Mountain View.

Reprojetando o Android

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Quando a Apple mostrou o iPhone em janeiro de 2007, o Google chamou seus engenheiros e precisou “recomeçar de novo” todo o desenvolvimento do Android.

Apesar dos imensos esforços para readequar todo o software, o primeiro dispositivo, o T-Mobile G1, chegou ainda equipado com teclado qwerty e tela capacitiva.

Nexus e Pixel

A manchete “Google Phone está chegando” dominou a blogosfera em 2009 com a ideia de um smartphone Android com a marca Google.

Rumores apontavam que o Google teria interesse em entrar de concorrer com um dispositivo próprio. Muitos foram os rumores e vazamentos naquele período.

No início de 2010, Google e HTC um evento em conjunto: era o lançamento do Nexus One. Um dispositivo que rodava o Android em sua forma pura e com atualizações garantidas.

Além disso, o dispositivo tirava o Android do jardim da infância e tentava impulsionar as fabricantes a seguir inovando em torno da plataforma do Google.

Além do Nexus One, o Google lançou o Nexus S, Galaxy Nexus, Nexus 4, Nexus 5, Nexus 6, Nexus 5x e Nexus 6p. A linha também trouxe tablets e mais tarde set-top boxes.

Em 2016, após vários anos trabalhando com fabricantes parcerias, o Google decidiu por apresentar o Google Pixel – o primeiro “Google Phone” inteiramente construído por seus engenheiros.

Com o objetivo de melhorar e se aproximar da construção do dispositivo, o Google anunciou, há poucos dias, a aquisição da divisão do Pixel na HTC por US$ 1.1 bilhão.

O resto é história. E você, leitor do GD, acompanha toda esta saga conosco desde 2006.

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