Google Talk, por favor, volte!

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Enfim, o Google apresentou hoje a “versão desktop” do Google Allo que oferece os recursos do aplicativo dentro da web, sem precisar que os usuários fiquem o tempo todo nos celulares.

Na verdade, agora é o celular que necessita ficar pendurado (e online) para que o Google Allo possa funcionar na web e, devo dizer, é uma coisas mais chatas que já vimos nos últimos tempos.


Ao se espelhar no WhatsApp, que também funciona com uma tecnologia similar, o Google abandona seus conceitos e “tecnologias inovadoras” para se conectar com os amigos em qualquer lugar.

“Google Talk usa as tecnologias inovadoras do Google para ajudar as pessoas a se comunicar de forma mais eficaz e eficiente. Pense nisso como a abordagem do Google para as comunicações”.

Enquanto o WhatsApp não tem histórico no setor, o Google já desenvolveu o saudoso Talk e o não-tão-querido Hangouts; agora, porém, parece caminhar para trás.

Entre os “hard users”, aqueles que gostam de usar somente as últimas tecnologias, a plataforma do Telegram vem sendo escolhida, sem qualquer dúvida, em primeiro lugar.

Diferente do WhatsApp e Allo, o Telegram têm acertado em suas últimas features, tanto para os usuários comuns quanto para os produtores de conteúdo.

E o melhor: o Telegram não exige que você tenha que ficar com seu celular conectado o tempo todo. Basta entrar com o número de telefone e pronto!

Além disso, a interface (UX) lembra o Talk, o que ajuda a tornar o comunicador instantâneo mais útil – diferente de todas aquelas firulas desnecessárias que encharcam as conversas do Allo.

Se quiser vencer esta guerra, o buscador precisa rever urgentemente seus planos no setor de comunicação e, sem dúvida, buscar as suas origens do simples e minimalista.

Características que fizeram do Talk um sucesso em 2005, com muitos usuários deixando o pesadíssimo MSN em busca de uma opção mais fácil de usar.

8 COMENTÁRIOS

  1. Pura verdade! queremos sincronização entre dispositivos e não centralização em apenas um. A internet das coisas vai deixar todos os dispositivos conectados e não isolados.

  2. O importante que agora tem a versão web. Mais para frente o google pode criar uma extensão no chrome ou até no gmail tornando o acesso sem dependência do celular.

  3. Uma coisa que aprendi nesses anos de tecnologia, não importa um produto ser melhor que o outro se ninguém quer…
    Eu cheguei a instalar o Allo e depois removi, ninguém usa ele não adianta, vou ter que continuar com o Whatsapp como mensseger default por falta de escolha…

  4. Concordo com o texto em partes, o Telegram de fato tem apresentado mais funções úteis, mas acho que o Allo está no caminho certo, está evoluindo bem nesse seu primeiro ano de vida se comparado ao primeiro ano dos demais concorrentes, com funções úteis e legais, não dá muito pra esperar algo revolucionário, ninguém fez algo revolucionário nesse meio tempo de domínio do WhatsApp, são exatamente os “fru-frus”, o que encharca as conversas com emoticons, sticker, gifs e outros efeitos que estão fazendo os mensageiros indo pra frente, até o Telegram está adotando essas ideologias, é o que o povo, a massa de usuário comuns, populares querem, então, algo mais simples e minimalista não funcionaria para o público geral, seria mais focado em outros tipos de publico e isso o Hangout já faz, o Allo é diferente disso.

  5. Concordo com o texto. Aliás, desde que o WhatsApp surgiu minha principal crítica e motivo de feedbacks prontamente ignorados foi sobre esse conceito equivocado da mensagem ficar apenas no dispositivo. Isso é um atraso de vida. WhatsApp se popularizou (quem quiser, pode lembrar outros) pela desburocratização da inscrição, basta colocar o número de telefone, e pela leveza do aplicativo. De cara dá pra perceber que o Facebook Messenger não é o WhatsApp de hoje porque ele sempre foi e ainda é pesado e mal feito e porque a associação com a marca da rede social deve ter atrapalhado as pessoas de entenderem que dá pra estar no Messenger da mesma forma, apenas colocando o número de celular (não lembro em que momento implementaram essa opção). Mas o conceito, ainda que precário (como tudo do Facebook), de estar presente em todos os dispositivos, é infinitamente melhor que o do WhatsApp. Tanto que era o motivo de eu dizer aos amigos que preferia o Messenger (no passado porque menos depois que ganhou recursos inúteis demais).

  6. Ahhh… Eu sou um reacionário da tecnologia. Não uso Facebook (sou ativista anti-face), sou obrigado a usar o Wats. Não tenho Instagram… Por aí vai…

    Concordo com o Renê, mas hoje em dia a sensatez tá deixada de lado… E viva as firulas… É o Google se rendendo a “nova onda”…

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