Google+ completa 6 anos sem saber o seu futuro

O Google+ completou esta semana 6 anos no ar! Uma marca notável para um site que vem sendo desenvolvido a passos lentos e, que há algum tempo, tem sido rotulado como “praticamente morto”.

Lançado em 28 de junho de 2011, o Google+ foi um sucesso entre os primeiros usuários que, devido a dominância do Facebook, se viram abertos a adotar uma nova plataforma.


google-plus-humor

Por algum tempo, o Google+ brilhou por trazer importantes inovações: círculos de amigos, Hangouts, Hangouts On Air, etc, e atrair personalidades como Lady Gaga, Britney Spears e o ex-presidente americano Barack Obama.

Até mesmo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, declarou guerra do Google+ ao obrigar os funcionários a dedicar suas tarefas com o intuito de ajustar os recursos do Facebook para suprimir o Google+.

“Zuck tomou isso como uma ameaça existencial comparável as bombas dos soviéticos em Cuba em 1962. O Google+ era o grande inimigo em nosso próprio hemisfério, e agarrou Zuck como nunca”, disse um ex-funcionário do Facebook.

“Ele declarou “Lockdown”, – um estado de guerra que datava dos primeiros dias do Facebook, quando ninguém podia deixar o prédio enquanto a empresa enfrentava alguma ameaça, competitiva ou técnica”.

obama-google-hangout.jpg

Em outubro de 2013, o Google divulgou que cerca de 300 milhões de usuários ativos mensais interagiam com a timeline (Stream) do Google+.

Entretanto, em abril de 2014, com a saída de Vic Gundotra, executivo responsável pelo Google+, a rede social do Google desandou. A plataforma perdeu força, rapidez e, na minha opinião, sua influencia.

Os últimos anos tem sido marcados pela saída de produtos do Google+ – alguns bem sucedidos como o Google Photos – outros descontinuados pela falta de atualizações.

O buscador, entretanto, promete que o Google+ “ainda está vivo” e que vai receber atualizações nos próximos meses:

“Esta semana marca o sexto aniversário do Google+, tem sido uma grande viagem e um prazer para assistir ao nossa comunidade e evoluir ao longo dos anos. Esperamos celebrar muitos mais marcos com todos vocês nos próximos anos!”, publicou a equipe.

Enquanto isso, o Facebook celebra 2 bilhões de usuários…

5 Replies to “Google+ completa 6 anos sem saber o seu futuro

  1. Pode parecer morto para quem está de fora, para quem deixou de usar e para quem tenta usá-lo como Facebook e Twitter. Mas encontrei no Google+ mais engajamento do que nos outras redes. Criei uma coleção lá que em pouco mais de 1 mês já reúne mais de 3 mil seguidores. As postagens recebem mais de 100 curtidas e a todo instante recebo notificações de comentários. Nem pagando ao Facebook para impulsionar posts eu consegui um retorno tão grande e em tão pouco tempo.

  2. Melhor rede social para quem sabe utilizar. Sem falar que é a melhor rede social para usar no mobile, de tão leve e otimizada que é.

  3. Eu gosto da plataforma Google+ mas nunca gostei de coisas como eles fizeram. Não faz sentido que eles não se tenham inspirado no Orkut e no Facebook para fazerem o melhor dos dois mundos.

    Para mim, o problema do Google+ sempre foram os círculos mal realizados. Os círculos são as listas do Facebook só que o Facebook trabalha-as melhor. Quando o Google+ surgiu e falaram em círculos eu pensei que eles iriam permitir organizar as pessoas como na vida real. Passo a explicar: eu conheço uma pessoa na escola – teria o círculo escola – mas depois só algumas delas fazem parte da minha turma – teria um subcírculo turma – outros são professores, outros são colegas de outras turmas com quem participo em atividades organizadas na escola ou fora dela – surgiam os subcírculos “professores”, das diferentes atividades surgiriam os círculos “Xadrez”, “Futebol”, “Snooker”, “Basquetebol”, “Teatro”, …

    Era bem esta a visão que tinha dos círculos mas nunca com limites de pessoas que poderia circular – outro grande erro do Google+.

    Eu penso que o Orkut tinha as famosas comunidades que deveriam ter sido trazidas com todas as suas funcionalidades para o Google+ mas com melhorias. Nas melhorias deveriam estar a utilização de “hashtags” na descrição associada aos tópicos, bem como a vista por título de tópicos, vista essa que não ocupa muito o espaço da tela e permite descer mais facilmente na comunidade à procura de tópicos de interesse.

    As páginas no Google+ não foram nada bem desenhadas e da forma como foram introduzidas não fazem sentido. Até gosto da ideia de termos uma “conta de marca” que é o mesmo que dizer que temos uma “conta de página” a obrigação do uso da alteração para esse tipo de conta para usar a página é um retrocesso. O Google+ não entende que as Páginas têm que ser vistas como sub-identidades e não como outras identidades. Eu sou uma pessoa e também sou gerente de um qualquer negócio. O que o Google diz neste caso é que às vezes sou uma pessoa e outras vezes sou gerente de um qualquer negócio. Isso acaba por tornar tudo difícil para quem quer entrar no Google+ pela primeira vez e percebe que a base tem que ser a do Facebook que é uma base simples – aceder à página e ela aparecer em modo normal, como aparece para todos os seguidores, mas como sou, também, o administrador aparece ainda um botão “administrar” onde eu, ao clicar, encontraria o BackOffice da página, de modo a poder fazer toda a edição necessária.

    Mais, eu sou a favor do fim das páginas no Google+ como elas existem agora. As páginas deveriam poder assumir duas ou três vistas diferentes, conforme fossem uma página de apresentação de uma organização, ou seja, a parte onde surge um pequeno perfil do negócio com algumas fotos e vídeos mas sem datas associadas, fotos e vídeos esses que surgiram da associação do seu administrador através de menções verificadas por este ou ainda de check-ins, caso se tratasse de uma página com a caraterística de check-in autorizada. A página poderia não ser associada a uma empresa mas sim ser uma Comunidade e aí assumia o formato de comunidade – sem existir a opção de comunidades criadas por pessoas (as entidades dos administradores poderiam ser visíveis ou não mas teriam um canal de comunicação possível com os membros associados à comunidade pois dispunham de uma forma de enviar mensagens diretas e também de enviar uma mensagem em massa com avisos). A terceira opção era ser uma empresa ou associação que queria ter uma página de apresentação e também ter a tal comunidade. Nas páginas apareceria uma área onde seria possível, caso o administrador quisesse, incorporar automaticamente um feed. Se o administrador quisesse poderia pagar um serviço de páginas premium que permitiria associar, para além desse feed, outros feeds e incorporar conteúdos por hashtags, ou seja, se houvessem publicações com determinada hashtag estas poderiam surgir em suas páginas.

    Esta é uma pequena visão de como gostaria que fosse o Google+ mas que não é e nem sei se algum dia será…

Comente!