Moto 360 Sport: Vale a pena comprar, um ano depois?

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O primeiro contato que tive com o Moto 360 foi em setembro de 2014. Era o primeiro modelo da categoria da empresa que na época estava nas mãos do Google. Muita coisa mudou em dois anos. Um segundo modelo do 360 chegou em setembro de 2015 e eu testei gadgets de concorrentes, incluindo a Samsung, e o famoso Apple Watch.

A Motorola, hoje propriedade da Lenovo, enviou um Moto 360 Sport, de segunda geração, para testes aqui no Google Discovery. O aparelho manteve a tela sensível mais responsiva em comparação aos concorrentes, com uma simplicidade de design de software que torna a sincronia com smartphones Android configurável em alguns toques.


O aparelho arredondado tem apenas um botão analógico, enquanto todos os demais comandos podem ser feitos direto na tela. Postagens de redes sociais podem ser visualizadas na pequena tela de 35 milímetros. Dentre os apps possíveis, o Twitter é bastante legível.

O display é um Corning Gorilla Glass 3 com 263 ppi de resolução (360 x 325 pixels). Quando a tela apaga, ela adquire uma aparência mais fosca, o que não diferencia tanto de relógios de pulso convencionais, sem nenhuma tecnologia adicional. Com o recurso Moto AnyLight, você pode deixar a interface branca para locais escuros ou preta para locais iluminados. A versatilidade de configurações tornam o Moto 360 uma opção certeira para quem não conhece se apaixonar por gadgets de pulso.

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A ideia de ser “desenhado para o esporte”

A Motorola vende a ideia que o design do Moto 360 é para os atletas e corredores num geral. A vocação do produto não é acidental, porque seu acabamento é de plástico e é colorido, diferente da carcaça de metal do primeiro Moto. O plástico emborrachado absorve o suor, mas ele não é à prova d’água. Não o jogue na piscina esperando que ele permaneça funcionando.

A compatibilidade do smartwatch é com sistemas Android 4.3 ou superior, ou iPhone equipado com iOS 8.2 ou superior. Apesar da necessidade de integração, a ideia é que o necessário já fica armazenado no relógio de pulso.

Moto Body é o recurso para esportistas que gostam de correr. Ele é capaz de rastrear distância, tempo e ritmo, configurando apenas o tempo-limite e a localização – se é indoors, para pistas internas, ou outdoors, para quem for se exercitar na rua. Tais recursos são possíveis graças ao GPS, que vem acompanhado de altímetro barométrico, acelerômetro, sensor de luz ambiente, giroscópio e modo vibratório para notificações.

Quer enviar mensagens enquanto pratica exercícios ou quando está fora de casa, você pode falar “Ok Google” e ditar um texto assim como é possível fazer isso no Siri do iOS. O fundamental para enviar conteúdo é manter o smartphone próximo do relógio, para ele facilmente consultar seus contatos via email, Hangout do Google ou redes sociais. O smartwatch tem dois microfones de captação.

O hardware do gadget disfarça seu peso de apenas 54 gramas. Ele tem um processador Qualcomm Snapdragon 400 com CPU quad-core de 1,2 GHz Adreno 305 com uma placa gráfica de 450 MHz. O Bluetooth disponível no aparelho é o 4.0 e ele tem wi-fi 802.11 b/g.

Seu carregador é sem fio, o que previne desgastes de componentes. A bateria é uma 300mAh, o que basta para utilizar por um dia todo. No entanto, em nossos testes, o relógio de pulso frequentemente funcionou por mais de 24 horas.

Além do monitoramento dos passos e dos batimentos cardíacos, você pode baixar o Spotify para selecionar e regular o volume na sua bateria de exercícios.

A barreira do preço

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O Moto 360 Sport só chegou ao Brasil em janeiro de 2016. O preço oficial do relógio tecnológico é de R$ 1999. Se você procura o gadget para comprar hoje, encontra entre R$ 1500 e R$ 1900, dependendo do quão usado está o aparelho.

Para o público brasileiro, mesmo após quase um ano de lançamento da segunda versão e dois anos depois da primeira, o preço permanece como uma barreira. Como usuário, eu só compraria um gadget deste se tivesse muito dinheiro sobrando e precisasse muito de um parceiro para exercícios físicos.

Smartphones Android para usuário médio ou avançado já contam com os mesmos recursos do Moto 360. Se a sua vontade for ouvir música, o iPod Shuffle pode ser uma boa substituição por cerca de R$ 400.

Moto 360 Sport, depois de um ano, ainda não mudou sensivelmente de preço. Portanto permanece sendo um artigo de luxo para o usuário. Se você quer ter uma experiência hardcore do sistema móvel do Google, vale.

1 COMENTÁRIO

  1. Tenho um Moto 360 Sport e só comprei pq a Saraiva estava vendendo com o preço errado, acho que confundiram com o preço do 360 de primeira geração. Paguei 1139.
    É um aparelho legal, tem sua utilidade mas as vezes saio de casa sem ele e nem sinto falta.
    Ele é um daqueles brinquedos que chamam a atenção, que faz todo mundo babar vendo o poder dele, mas no dia a dia só é útil mesmo para quem pratica esportes (o que não é meu caso).
    Gosto dele, acho que tem sua utilidade, mas acho muito caro pela pouca utilidade que oferece, se você pensa em ter uma experiência com Android Wear sem gastar muito, acho que compensa comprar um Moto 360 usado de primeira geração. O problema é que ele não receberá o update e tem uma baixa duração de bateria, diferente do 360 Sport.

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