Google Chrome não é o novo Internet Explorer

O Tecnoblog, por meio do nosso amigo e editor Paulo Higa, levantou uma interessante questão ao sugerir que o “Chrome é hoje o Internet Explorer dos browsers atuais” – principalmente ao recordar a posição monopolista do navegador da Microsoft nos anos 90 e início do ano 2000.

É fato que, assim como no passado do IE, o Chrome atingiu níveis altíssimos de uso e tem deixado seus concorrentes em uma posição extremamente desconfortável, o que poderia prejudicar a competição, inovação e a compatibilidade entre os principais navegadores.


Mas a história do Chrome não pode ser comparada com o Internet Explorer. Nos anos 90, a Microsoft foi processada após assumir práticas ilegais ao embutir seu navegador dentro do Windows, o que dificultava ao Netscape qualquer possibilidade de competição.

Ao distribuir o IE com o Windows 95 e 98, a Microsoft obteve sucesso em sua estratégia: derrubou o market share do Netscape para menos de 1%. Mesmo com a tentativa de liberar uma versão gratuita do navegador, o lendário navegador não tinha mais força para enfrentar a empresa de Bill Gates.

Com o Chrome, a história é completamente oposta. O Google conquistou os usuários ao apresentar features que mudaram o mercado: navegador leve, simples, veloz, com atualizações automáticas e uma integração com o mecanismos de pesquisa que mudou a forma como pesquisamos na internet.

O Google não venceu a Microsoft e Mozilla com práticas questionáveis, e muito menos possui um monopólio. O Chrome é hoje o navegador mais utilizado devido a visão inovadora do Google e a preferência massiva dos usuários.

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