A Google precisa adquirir o WhatsApp

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Lançado em junho de 2011, o Google Plus tem lutado bravamente para desbancar o Twitter e o Facebook. Até agora não conseguiu o seu intento. No entanto, nós sabemos por observação de outras redes sociais, que neste campo não há como fazer previsões. Afinal, por depender de uma estrutura de rede formada por amigos ou conhecidos, estes sistemas demandam ter uma massa crítica mínima, para, somente então, começarem a crescer. A partir deste momento, o crescimento se torna exponencial. No entanto, quando determinada rede começa a perder o encanto, seu decréscimo é também exponencial.

Para constatarmos esta assertiva, basta verificarmos o que aconteceu com o MySpace (lembra-se dele?): segundo o Google Trends, em agosto de 2007, as buscas por esta rede chegaram ao pico, mas depois somente caíram e hoje são menores que as do Google +. Este movimento coincidiu com a subida da curva de buscas pelo Facebook e do Twitter.


Assim, ainda é cedo para que seja decretada a morte do Google +, principalmente porque a Google tem muito dinheiro para enterrar neste projeto.

No entanto, é preciso que, dentro deste projeto estejam as mensagens instantâneas. E estão. O Hangouts é um sistema da maior qualidade. Tecnicamente impecável. O único porém é que ainda não “pegou”. Isto é normal neste meio. O WhatsApp faz algo semelhante, em que pese de forma simplificada. E está ganhando uma enorme audiência em todo o mundo. Em verdade, está em curva ascendente. Eventual compra deste aplicativo poderia permitir um crescimento maior destas mensagens passadas via Google Plus.

Provavelmente, o Hangouts teria que ser desligado, para permitir a integração de plataformas. Por outro lado, o WhatsApp poderia incorporar as soluções já implementadas no Hangouts.

Além do mais, esta eventual aquisição impediria que o Facebook o fizesse.

Isto não daria à Google a liderança neste setor, porque o Skype ainda é o líder de mercado. Mas estar em segundo lugar não é ruim.

A Google teria que investir neste projeto algo entre USD$ 1 bilhão e USD$ 2 bilhões, mas, mesmo caro, seria um bom negócio.

Será que nós veremos esta união? É esperar para ver.

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