E se a Google fizesse acordos de desenvolvimento tecnológico com a Luxottica e com a Essilor?

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Ok! Eu não duvido! O Google Glass será um produto disruptivo! Em outras palavras, ou eu muito me engano, criará um novo mercado e novos comportamentos, tal como fizeram o iPhone e o iPad.


No entanto, seu desenvolvimento não está isento de problemas e não posso considerar o produto algo perfeito e acabado. Antes, se tem termos tecnológicos, o Glass é um dispositivo fenomenal, dos pontos de vista estético e funcional, deixa muito a desejar.

Em outras palavras, se você gosta de usar óculos de estilo, ou precisa de lentes de grau, poderá ter grandes problemas com o Google Glass e, na pior das hipóteses, abdicar de seu uso.

Eu explico. Mas, primeiro, façamos, como o Jack: vamos por partes.

Muitos dos potenciais usuários do computador vestível da Google são também consumidores de óculos de estilo, com lentes graduadas ou não. Estes teriam que optar por deixar de usar suas belos acessórios de beleza, para usar seu novo dispositivo digital? Em princípio, certamente? Mas a história poderia vir a ser diferente.

Por que não poderíamos ter óculos ditos “de marca”, já construídos com a tecnologia Google Glass?

Para que isto fosse possível, a Google poderia fazer um acordo de desenvolvimento de design de óculos com a italiana Luxóttica, a líder mundial no setor de projeto e construção de armações de óculos. Esta empresa é proprietária das marcas Ray-Ban, Oaklay, Vogue, Persol, Luxottica e outras. Além disso, fabrica, sob licença para as marcas Bulgari, Burbarry, Chanel, Dolce & Gabbana, DKNY, POLO, PRADA, Ralph Lauren, Tiffany & Co., Versace e outros.

Além deste portfólio, possui várias patentes, o que ajudaria no processo de desenvolvimento de um Google Glass de estilo.

Mas ainda temos um outro problema: quem é dependente de lentes de grau poderá usar o Google Glass. No entanto, a solução demonstrada até agora não me parece a melhor. Antes, poderá ser um verdadeiro tormento para as pessoas detentoras de problemas refrativos.

Em verdade, a solução ideal seria que a tela do Google Glass pudesse ser transformada em uma parte da lente direita dos óculos, de forma a que somente o usuário conseguisse distinguir o que seria lente e o que seria display.

Para tanto, seria necessário juntar ao processo de desenvolvimento do produto uma fabricante de lentes. E neste caso, provavelmente, ninguém estaria mais preparada para entrar neste processo que a francesa Essilor, fabricante, dentre outras, das conhecidas lentes Varilux, Crizal, dentre outras.

Eu imagino, portanto, um Google Glass feito com uma armação italiana de belíssimo design, que consiga disfarçar, tanto quanto possível, os equipamentos incorporados e uma lente francesa de alta tecnologia, multifocal, em policarbonato, com protetores anti-risco, anti-reflexo, anti-UV e com display de LCD incorporado.

Outra vantagem de um acordo com estas empresas é que aumentaria em muito o número de canais de vendas do Google Glass, porque ambas as companhias citadas estão presentes em todas boas óticas e lojas do ramo no mundo e teriam o maior interesse de vender também o novo dispositivo eletrônico, caso colocassem nele as suas marcas entre os desenvolvedores do novo produto eletrônico. E isto nem mesmo impede acordos com a Warby Parker.

A Google poderia também optar por fazer acordos com as principais concorrentes das empresas citadas, respectivamente, a italiana Safilo e a americana PPG Industries (Lentes Transitions).

Você também não gostaria de um Google Glass assim?

 

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