O Googler que olhou para o pior da Internet

Em entrevista ao site Buzzfeed, um funcionário do Google – que não foi identificado pela publicação – revelou detalhes do trabalho menos prazeiroso que é feito às escuras na gigante de Mountain View.

Seu papel no Google consistia principalmente em ver coisas sensíveis como bestialidade, necrofilia, mutilações corporais (sangue, choque, decapitações, suicídios), fetiches explícitos (como pornografia) e pornografia infantil que eventualmente são carregados para os produtos da empresa.


“Pornografia infantil é o maior problema para as empresas de internet. Por lei, você tem que tirar do ar em 24 horas após uma notificação e relatá-la às autoridades federais. Ninguém queria fazer isso dentro do Google”, disse ao site.

“Lidei com todos os produtos que o Google possuía. Se alguém enviava um material como pornografia infantil, eu teria que olhar para ela. Algo como 15.000 imagens por dia, em produtos como Google Images, Picasa, Orkut, busca do Google, etc”, diz.

Ele descreve que a experiência de trabalhar no buscador o deixou com grandes “cicatrizes” em sua vida, afetando principalmente seu psicológico. Um dia, ao conversar com alguém da agência federal, o Googler mostrou reações de quem não estava muito bem.

“Ela me mostrou fotos de atividades aparentemente inócuas e pediu-me para falar a minha primeira reação. Eu respondi, ‘Isso está tudo fodido!’. Era apenas a foto de um pai e um filho”, contou.

No entanto, por ser um funcionário temporário, ele se viu obrigado a procurar novos trabalhos já que o Google não tem o costume de renovar contratos cujo os profissionais não são contratados para tempo integral.

6 Replies to “O Googler que olhou para o pior da Internet

  1. VM + TOR + DEPOSITORIES + RIGHT PEOPLE. go
    (não é encorajar, mas existe um mundo paralelo aí fora)

  2. Eu nunca postei nada que tenha pornografica em nenhuma rede social, muito menos no Orkut, que é a minha favorita! (:
    Eu nem ligo pra quem posta, mas não gosto que postem conteúdos com abuso infantil!

  3. Posso estar enganado, mas daria um processo trabalhista bem interessante. Em um portal que trabalhei, nossa equipe tinha uma pessoa para cuidar destes assuntos, de tempos em tempos, ela revezava com outra pessoa e tinha folga. Nada mais justo! No primeiro dia é divertido/trash, mas depois funciona como uma lavagem cerebral.

  4. Me perdoem, mas ninguém é obrigado a nada, até pedir para comer é uma opção! Esse papo de que a culpa sempre é dos outros cança!

  5. Três inverdades na matéria:
    1- Não existe isso de “o Google não tem o costume de renovar contratos” para funcionários temporários. Muito pelo contrário: conheço vários que trabalham na empresa há muitos anos e eles têm, inclusive, a oportunidade de fazerem uma seleção simplificada para se tornarem funcionários de tempo integral;
    2- O cara mesmo falou: “Ninguém queria fazer isso dentro do Google”. Então, se ele fez, foi porque ele quis. Ninguém é obrigado a nada na empresa. Assim como os outros, ele podia ter pulado fora da tarefa;
    3- Funcionários temporários não são Googlers, são apenas temps (assim como estagiários). Então, o título da matéria está errado.
     
    Muito me admira esta matéria aqui no Google Discovery. Merecia mais atenção aos fatos, Renê. Uma pena.

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