Vint Cerf: acesso à internet não é um direito humano

Vint Cerf, conhecido como um dos fundadores da internet e evangelista chefe do Google, escreveu há poucos dias um polêmico artigo para o jornal New York Times no qual declara que o acesso à internet não é um direito humano. Ele afirma ainda que a internet (e outras tecnologias) são apenas um facilitador dos direitos humanos.

É um erro colocar qualquer tecnologia em particular nesta categoria exaltada, já que ao longo do tempo vamos acabar valorizando as coisas erradas. Por exemplo, há algum tempo atrás, se você não tivesse um cavalo era difícil ganhar a vida. Mas o importante, nesse caso, era o direito de ganhar a vida, não o direito de ter um cavalo. Hoje, se me fosse concedido o direito de ter um cavalo, eu não tenho certeza onde iria colocá-lo.


A melhor maneira de caracterizar os direitos humanos é identificar os resultados que estamos tentando garantir. Estes incluem as liberdades essenciais, como a liberdade de expressão e a liberdade de acesso à informação – que não estão necessariamente vinculados a qualquer tecnologia em particular, a qualquer momento particular. Na verdade, até mesmo o relatório da ONU, que foi amplamente aclamado ao declarar o acesso à internet um direito humano, reconheceu que a internet era valiosa como um meio para um fim, não como um fim em si.

3 Replies to “Vint Cerf: acesso à internet não é um direito humano

  1. Concordo com ele. Apesar de ser uma ferramenta importantíssima e cada vez mais presente na vida das pessoas, ela não deve ser considerada um direito humano.

  2. tecnologia foi feita para manter deixar a preguiça do ser humano feliz, nao são capazes de inventar algo para naturza e animais

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