Google: computação em nuvem é uma tecnologia evolutiva

Durante a CeBIT, realizado em Hannover, na Alemanhã, executivos da IBM, Fujistsu, Intel e Google concordaram que a computação em nuvem é uma tecnologia evolutiva mas ainda não está pronta para armazenar 100% dos dados “nas nuvens”.

De acordo com Sébastien Marotte, vice-presidente de empreendimentos do Google, a computação em nuvem não está apropriada a gravação de todos os dados, mas sugeriu que as empresas aproveitem mais as vantagens que a tecnologia tem a oferecer.


“Não podemos por tudo em nuvem agora, mas meu conselho é que botem tudo que pode ser posto em nuvem porque os benefícios são dramáticos. São benefícios em escala, manutenção, acessibilidade e evolução”, defendeu Marotte.

A exemplo disso está o próprio Gmail. Na semana passada, um bug inesperado no serviço causou uma interrupção temporária as mensagens do Gmail para 0,02% dos usuários. Para recuperar os dados, o Google precisou restaurar as informações através de fitas de dados locais.

“Por serem fitas offline, elas estão protegidas desses erros. Mas restaurar os dados delas pode levar mais tempo do que transferir de outro data center. É por isso que nos levou horas para recuperar os e-mails em vez de ‘milissegundos’”, disse a empresa após restabelecer o serviço.

6 Replies to “Google: computação em nuvem é uma tecnologia evolutiva

  1. Os benefícios da computação centralizada em um mundo conectado pela internet é uma feliz novidade.

    Mas nunca é demais lembrar que a computação nasceu de maneira distribuída, e o computador pessoal, com muito poder de processamento, significou uma libertação, se compararmos com os antigos terminais burros.

    Mas o momento é diferente, como eu disse. Vamos aproveitar o melhor que a nuvem pode oferecer, certo?

  2. Muitas pessoas ficaram receosas quando souberam da perda temporária dos dados do Gmail de alguns usuários. Comigo aconteceu justamente o inverso; fiquei mais confiante a respeito da segurança dos meus dados. O que aconteceu serviu para mostrar o quanto é segura a tecnologia de backup implantada pelo Google. Quando um problema não acontece pensamos: "mas se acontecer, perco meus dados?". Bem, o problema aconteceu, foi grave, mas os dados dos usuários foram recuperados. Um bug colocou a prova a competência do Google, este que por sua vez em nada deixou a desejar. Obviamente no mundo computacional não existe nada 100% seguro, mas é fato consumado que a segurança é enorme.

    Acredito que a computação em nuvem é um caminho sem volta. A duas questões principais: Segurança – privacidade. Resolvendo essas duas questões primordiais, o usuário terá uma maior confiança em arquivar seus dados na nuvem.

  3. COmplicdo Felipe. Tenho muita preocupação com os dados. Sem teorias da conspiração e sabendo que conspiração existe e é muito forte, mas sempre me lembro do caso IBM e o Holocausto. Eu comprei um HD externo LG, e ando colocando meus arquivos nele. Só não consegui baixar todo meu conteúdo do Gmail, sou fã do serviço (e como não tem todos os meus dados? rs).

    Abraços.

  4. Para refletir:

    A nuvem eh otima mas nao sei por que nao incluem os computadores pessoais na definicao dela. Creio que o ideal seria sempre ter o maximo de dados da nuvem replicados no computador pessoal. Simples assim. Esse acesso offline nao eh importante somente para momentos de inacessibilidade aa internet, mas tambem como mais um ponto de backup e um excelente cache local.

  5. A computação em nuvem é um conceito antigo (década de 60 IBM). Mas estava limitada as redes locais e terminais. Este novo conceito de computação em nuvem é baseado na internet. Empresas como AMAZON vem usando a CN a anos. Mas acho que o Google inovou com seus serviços em troca de propaganda, ampliando o conceito de CN.

  6. A questão não esta no que é ou pode ser a “nuvem". Ainda haverá muita turbulência e tempestades de novas ideias. A criptografia pode se tornar um problemão para desenvolvedores. O Governo de Israel já esta desenvolvendo tecnologias "underground" que utilizem as nuvens. O disparo para o start na execução dos aplicativos virtuais via https ainda sofre algumas incompatibilidades. Explico: A segurança do host é do provedor de acesso, já o cliente poderá sofrer com os ataques dos hackers. As empresas de “antivírus” já estão norteando os seus produtos para “Cloud Storm” (definição abreviada por Marttän Cohën). No vale do silício, empresas HT já estão se modelando para novas tecnologias que usem no envio e recepção de pacotes um cabeçalho direcionado por fótons no início dos octetos de validação. Microsoft,Google e Oracle se armam para o mercado e a Apple, preocupada com a virtualização, só fica na espreita esperando o primeiro a dar um tiro no pé até as nuvens carregadas passarem.

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