23andMe anuncia estudo e recebe investimento e críticas

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O fundador do Google, Sergey Brin, criou um blog pessoal aonde relatou sua suspeita de Parkinson. Recentemente, Brin declarou que tem intenção de contribuir com seu dinheiro e também com seu DNA para as pesquisas, este interesse está provavelmente relacionado ao fato de que a mãe de Sergey sofre do mal de Parkinson, e como descoberto através de um exame na 23andMe — empresa situada, assim como o Google, em Mountain View, Califórnia, aonde sua esposa ocupa o cargo de co-fundadora —, Brin sofre de uma anomalia em um dos genes, que lhe torna vulnerável a desenvolver no futuro a doença.


“Eu meio que dou a mim mesmo 50-50 de possibilidade de desenvolver Parkinson em 20 ou 25 anos. Mas também dou 50-50 à medicina para conseguir lidar com isso em tempo.”

A companhia da esposa de Sergey usa os genes para desenvolver perfis com os riscos médicos das pessoas, mas agora pretende usar seu banco de dados para conduzir pesquisas médicas. A 23andMe pretende recrutar 10 mil pessoas para o estudo.

“A única coisa memorável é que tem um homem muito rico que irá fundar”, disse o doutor Kari Stefansson, que já vinha fazendo pesquisas do mesmo gênero e magnitude com sua companhia DeCode, na Islândia. Disse, aliás, que a DeCode fez estudos com mais de 10 mil pessoas.

Mais críticas vieram da parte da diretora de genética da Scripps Translational Science Institute, de São Diego, Sarah Murray. Ela relata que o fato de que os pacientes irão reportar seus sintomas e não serão examinados e entrevistados por um médico é um problema. A diretora diz que isso fará com que os dados sejam de uma qualidade pobre.

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 O investimento do Google na 23andMe foi de 3,9 milhões de dólares e foi declarado que a pesquisa irá usar a web ao seu favor, dando aos interessados a possibilidade de se inscreverem através de um website. 

“A idéia de ter pacientes organizando-se independentemente em uma comunidade online para um estudo, em vez de serem recrutados, é intrigante. Parece algo ao jeito Google”, disse Eric Lander, diretor do centro de estudo de genomas Broad Institute em Cambridge.

A 23andMe — nomeada devido aos 23 pares de cromossomos dos humanos — não existiria, talvez, sem que Sergey e sua mulher tivessem conhecido a outra fundadora da companhia, Linda Avey, que estava trabalhando com a doença em outra companhia.

Preocupados com o futuro do seu filho, que pode ter também a mutação aparentemente hereditária, ou talvez apenas interessados em explorar essa possiblidade, Sergey e sua esposa Anne Wojcicki irão usar também o DNA do filho para os estudos. Contudo, ele terá que doar seu DNA de alguma outra maneira.

“Bebês não podem cuspir em um tubo”, disse Brin.

Fonte: The New York Times

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