Cuil: superar ou ser superado?

Desde sua estréia, o buscador Cuil gerou muito o que falar pela web. O fato de ter sido fundado por ex-Googlers, com o anúncio principal de indexar um conteúdo 3 vezes maior que o Google, talvez tenha sido o fator mais instigante. Muitos já o vêem como o mais promissor para competir de igual para igual com o gigante de buscas. Entretanto, em meio aos elogios, também houve muita reclamação: consultas que obtiveram resultados parciais, ou até mesmo nulos, resultados não representativos, imagens não relacionadas aos termos, entre outras. Sobre o fato, a empresa já se prontificou, explicando que o número de acessos superou sua expectativa de 50 milhões, fazendo muitas máquinas falharem.


Ok, sobre o susto do tráfego acima do esperado, os usuários são capazes de compreender, afinal, trata-se de uma empresa em ascensão. Agora, alguns fatos devem ser esclarecidos. Em relação ao número de páginas indexadas, Cuil afirma ter 120 bilhões; recentemente, a Google anunciou processar 1 trilhão de páginas, mas diz não indexar todas elas. Quanto à alegação do Cuil de indexar 3 vezes mais páginas que o Google, fica a dúvida. Comparando o número de páginas encontradas nos dois buscadores para uma consulta comum, como “White House”, foram encontrados pouco mais de 42 milhões de resultados no Cuil, contra 113 milhões no Google.

Outra funcionalidade exaltada pelo Cuil é sua política de privacidade. O buscador não coleta nenhum tipo de informação sobre o usuário que faz a pesquisa: não se identificam nomes, endereços de IP, nem cookies. Nenhum tipo de histórico de busca é armazenado. De fato, a privacidade é um assunto em alta nos dias atuais e deve ser respeitada, mas quando se trata de pesquisas, sinceramente não sei até que ponto o usuário se incomoda em fornecer certos dados, desde que os resultados sejam mais específicos para seu interesse. Talvez os benefícios sejam maiores que sua necessidade de preservar a identidade.

Para competir com o Google, a relevância dos resultados obtidos pelo Cuil deverá ser repensada. Em muitos casos, ela não foi satisfatória. Além disso, será necessário investir em outros idiomas, além do inglês. Procurado por palavras em português, poucos resultados relevantes foram retornados.

Entretanto, algumas características superaram o Google. Talvez a funcionalidade que mais tenha chamado minha atenção foi a divisão por categorias. Sabe-se que o esquema de divisão por categorias do Google (Google Diretório) é ainda fraco, e tornar possível essa navegação diretamente a partir da consulta foi uma excelente escolha.

Entre superações e ser superado, o Cuil está a todo vapor. Espero que um dia ele torne-se realmente um gigante rival do Google. Afinal, quanto maior a concorrência, melhores resultados para nós, usuários!

8 Replies to “Cuil: superar ou ser superado?

  1. Débora, antes de qualquer coisa, bem vinda ao Google Discovery! :)

    Nesta primeira impressão que tive do Cuil foi desanimadora, imagens erradas, resultados irrelevantes mas uma coisa me chamou a atenção: o potencial de aprendizado quando alguns termos não são localizados.

    Não sei como funciona esse algoritmo ou como ele conduz a estes resultados. Mas sua forma de estabelecer novos dados em minutos é bem interessante e uma experiência assustadora.

    É interessante que nos primeiros estágios do Cuil a empresa Google tentou adquirir a tecnologia antes que ela ganhasse independência e a cara de um novo serviço.

    Será que ainda possível de ser adquirida?

  2. Com tudo que foi investido, e justamente por ter sido criada por ex-Googlers, acho difícil a Google comprar a Cuil. E tomara que não, né! Tô a fim de ver competitividade no mercado de buscas! :)

  3. O que realmente chamou atenção no Cuil foi a forma como ele nos mostra os resultados, eles estão tentando usar uma técnica nova que não dominam, resultando em irrelevância. Ao buscar por Dercy Gonçalves por exemplo ele retorna fotos do Osama Bin Laden Oo. O que mais mim agradou no Cuil foi a interface moderna dele, mas ainda não esta na hora de mudar para ele, principalmente porque não nos traz a segurança de esta sempre lá para o que precisarmos, como o Google faz. : )

    Ficou muito bom o artigo, parabéns Débora! \o/

  4. é, a interface é diferente, mas sem funcionalidade não adianta … precisamos mesmo de competitividade, sem duvida, mas esse site nao compete nem com o Buscapé !!
    nao percebi nada de mais nesse cuil. pelo contrario, estreiou mal pra burro !! hehehehe …

  5. “Outra funcionalidade exautada pelo Cuil é sua política de privacidade. ”
    exautada=exaltada
    so este toque
    abs

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