Google no mercado brasileiro de telefonia móvel?

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Google Telecom logoEsta notícia foi encontrada apenas em duas fontes e, mesmo assim, com texto muito semelhante, razão pela qual guardo uma certa reserva. Entretanto, a missão deste é contar para você tudo que estiver relacionado com a Google.


Segundo as publicações, a Google estaria tentando adquirir licenças Wi-Fi, como forma de escapar à concorrência com operadoras de telefonia. A empresa já teria consultado a Anatel sobre a viabilidade da operação, visto que a regulamentação do serviço Wi-Fi teria que passar por mudanças.

Se conseguidas as autorizações, os primeiros Estados beneficiados seriam São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

A idéia não seria usar a frequência apenas para acesso de computadores, mas também para telefones celulares (leia-se GPhones/Android).

Procurei no site da Anatel, mas não encontrei referências a esta consulta da Google.
Nos EUA, parece que a empresa segue por um caminho semelhante, o Wimax.

Leia as notícias originais:
Google prepara entrada no mercado brasileiro de telefonia móvel
Telefonia móvel brasileira pode ingressar na era Wi-Fi

9 Replies to “Google no mercado brasileiro de telefonia móvel?

  1. Rômulo, será realmente uma ótima notícia se o Google estiver planejando disponibilizar WiFi gratuitamente como no Vale do Silício.

    É algo para torcermos! :)

  2. Muito provavelmente houve algum erro de tradução ou falta de informação de quem escreveu as tais notícias que você leu (seria interessante citar as fontes).

    As faixas de frequência em que operam o WiFi (no Brasil e no resto do mundo) são chamadas faixas ISM (Industral, Scientific and Medical) e são livres da necessidade de autorização para serem utilizadas por equipamentos equipamentos. Na realidade estão regulamentadas justamente para que sejam usadas dessa forma e não interfiram em outras faixas e com outros equipamentos para os quais é necessário um licenciamento caso a caso.

    Além do Wifi funcionam também nestas faixas, WiMax, telefones sem fio e outros tipos de dispostivo. Não acho que ocorra da agência regulamentadora brasileira desrespeitar uma prática internacional para privilegiar o Google.

    Além do mais, nada impede que a empresa norte-americana explore serviços wifi no Brasil, usando as faixas regulamentadas e adquirindo uma licença SCM (Serviços de Comunicação Multimídia). Ou adquiria em leilão (por ocorrer) o direito de utilizar um dos nacos das faixas de 3,5Ghz e 10Ghz que serão utilizadas também para WiMAX.

  3. Olá ASF,

    Primeiramente gostaria de agradecer a sua mensagem mas é preciso corrigir seu comentário.

    Houve a citação das fontes no texto(duas por sinal) e o título do post demonstra de forma clara que não há confirmação de tais informações.

    No caso da Wimax, foi citada como uma possibilidade concreta baseado nas informações das fontes citadas.

  4. As duas matérias têm como fonte o Relatório Reservado, serviço de informações corporativas que dá muuuuitas bolas foras. Foram eles que falaram que o Google ia abrir um centro no Nordeste, lembra-se?

  5. Olá,
    Gostaria apenas de acrescentar alguns pontos. O Andróide, do Google, é o equivalente a um sistema operacional, como o Symbian (da Nokia) ou o Windows Mobile (da Microsoft). O Google não deverá fabricar aparelhos, pelo menos essa não é a idéia inicial. Os fabricantes tradicionais de handsets estão desenvolvendo os celulares que rodaram nessa plataforma andróide e a expectativa é que sejam lançados até o fim do ano. A decisão de que mercados receberão esses handsets está fora das mãos do Google. É uma decisão comercial de fabricantes e operadoras.
    E sobre a aquisição de freqüências, acho melhor avaliar como se desdobrará a intenção do Google de utilizar sobras das freqüências de TV nos EUA. Não acredito na compra de licenças para WiMAX no Brasil no curto prazo.

    Um abraço,

    Letíca

  6. Renê,

    Você tem razão, obrigado pela retificação. Eu realmente não percebi os links.

    Continuo sustentando minha opinião, acho sem qualquer fundamento a afirmação sobre a compra de freqüências do wifi. Isso é inviável. :-)

  7. Letica,
    Você tem plena razão, quando afirma que o Android é um sistema operacional para aparelhos móveis e que a Google não fabricará tais dispositivos. Em verdade, já houve um tempo em que eu acreditei que a Google fabricaria e venderia um GPhone. Entretanto, desde o lançamento do Android, estou convencido (e tenho demonstrado aqui no Googlediscovey) de que ela apenas fornecerá o sistema operacional de código aberto, que poderá ou não ser usado pelos fabricantes, quando acharem melhor. Tanto é assim que a maioria deles continuará a fabricar dispositivos móveis com os sistemas operacionais tradicionais, mesmo anunciando que venderão celulares com Android. Eu uso o termo Android/GPhone com um objetivo específico: dizer que, no futuro próximo, haverá uma classe de celulares, fabricados por diversos fornecedores e que terão uma origem comum, o Android. A esta classe de telefones, eu defendo ser correto chamar GPhone.
    No que tange às frequências de Internet móvel no Brasil, acho que não consegui expressar tudo o que pensava, justamente pela necessidade de escrever textos menores. Eu procurei demonstrar que tinha reservas quanto à notícia apresentada, mas, mesmo assim, resolvi trazê-la a vocês. Eu também acho que antes de a Google decidir seu destino nos EUA ela partirá para outros países (exceto se a oportunidade aparecer na China, porque este mercado é tão importante, que não segue a nenhuma regra conhecida de mercado). Parece que ela está atacando os espaços em branco e, ao mesmo tempo, o Wimax (licenças da Sprint). Estou convencido de que devamos ficar atentos a ambos. Concordo contigo também que a Wimax Brasil não deve sair em curto prazo, porque o processo licitatório está em julgamento no TCU e parece não ter ainda data para julgamento.
    Agradeço muitíssimo a pertinente participação.
    Abraços,
    Rômulo

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