E se a Google adquirisse a Encyclopaedia Brittanica?

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Encyclopaedia Britannica - logoA Encyclopaedia Brittanica foi a maior e mais respeitada enciclopédia do mundo nos Séculos XVIII a XX. Desde a sua criação, tem sido um repositório extremamente confiável do conhecimento geral e científico voltado para a população em geral. Seus verbetes são famosos por sua confiabilidade, porque escritos sempre por especialistas e, dizem, sempre submetidos a um conselho editorial muito rigoroso. Seus únicos defeitos sempre foram o preço elevado e a edição unicamente no idioma inglês, o que a mantinha em uma posição de elite.

Com o surgimento da Internet e, principalmente, da Wikipedia, a grande enciclopédia colaborativa, uma experiência de grande êxito, a Encyclopaedia Brittanica perdeu um pouco a sua repercussão, até porque, estando a Wikipedia onipresente na Web e em muitas línguas, tende a ofuscar as demais enciclopédias.


Eu nunca havia conseguido consultar pela Internet verbetes da Brittanica. Recentemente, eu encontrei um Google Co-op, que permite encontrar verbetes parciais desta enciclopédia no topo da página. São ainda apenas extratos em inglês, mas são muito bons.

O ideal, entretanto, seria que os verbetes integrais na maioria dos idiomas do mundo viessem gratuitamente na Web. Isto, entretanto, levaria à falência a editora, porque seu modelo de negócios é baseado em venda de versões integrais da enciclopédia, seja em mídia papel, seja em mídia eletrônica.

Vale dizer que eles editam também o Webster’s Dictionary, que também possui versão digital.

Fique então pensando: uma das missões da Google é organizar e colocar na Web toda a informação de qualidade, que conseguir. Se é assim, poderia ser muito útil ela adquirir a Encyclopaedia Brittanica, manter sua linha editorial (que difere totalmente da linha adotada pela Wikipedia) e, ainda, mandar traduzi-la em várias línguas, colocando todo o conteúdo na Internet. Em contrapartida, ela seria remunerada por publicidade, como, de resto já o faz com todos os seus serviços.

É importante lembrar que a Encyclopaedia Brittanica não competiria com a Wikipedia, porque ambas possuem características diferentes. Antes, ambas seriam complementares e sempre de grande valia para os apreciadores do conhecimento.

Quem sabe, o pessoal de Mountain View já não esteja pensando nisso?

2 COMENTÁRIOS

  1. Acho improvavel. Manter uma enciclopedia, criando novos verbetes e atualizando os antigos, é muito trabalhoso. A Wikipedia funciona porquê são milhares de pessoas se empenhando, e não uns poucos funcionários.

  2. Guido,
    A Google tem suporte financeiro para manter a equipe da Encyclopaedia Brittanica e até aumenta-la, além de contratar tradutores, para verte-la para outros idiomas. O custo disso seria mínimo, para os padrões e para o modelo de negócio da empresa.
    Este custo não é sustentável para o modelo de negócios da família Safra, atual proprietária da Brittanica, porque seu negócio principal são grandes bancos e não mídia na Internet. Assim, por mais que tenham, provavelmente, mais capital que a própria Google, não conseguiriam criar um negócio gratuito para o usuário final, que fosse lucrativo para os proprietários. Isso já não ocorre com a Google.

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