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Em breve, GoogleClick

Por em 25 de janeiro de 2008 – 11:29

GoogleClick - LogoA Agência Reuters acaba de anunciar que os órgãos reguladores da concorrência da União Européia estão prestes a aprovar definitivamente a união entre Google e DoubleClick.

Segundo a análise, eles possuem até o dia 02/04/2008, para decidir, mas poderá fazer até em menos tempo. Disse também que nos últimos seis anos todas as decisões de fusões e aquisições de empresas feitas pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos foram referendados pelos europeus e neste caso não deverá ser diferente.

Nós já havíamos previsto isto aqui.

Parece, então, que Larry Page e Sergey Brim já podem preparar o polpudo cheque de USD$ 3,1 bilhões.

Nesta semana, o Parlamento Europeu se reuniu, para discutir as questões relativas à privacidade do negócio. Comentou-se à epoca que se trata de lobby dos concorrentes e de uma senhora, que é membro do órgão regulador da concorrência dos EUA e que foi voto vencido na decisão tomada em dezembro.

A postura do Parlamento Europeu influirá na decisão? Isto ainda é um mistério.

Aguardemos os próximos passos.

Leia também:

GoogleClick aprovada nos EUA

Afinal, qual é o problema da DoubleClick?

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Orkut completa 4 anos de existência

Por em 24 de janeiro de 2008 – 10:43


Orkut completou hoje 4 anos de existência e está celebrando com um logotipo especial em sua página inicial.

Criado em 2004 por Orkut Büyükkokten, um engenheiro turco do Google, o produto ganhou fama e referência no Brasil e Índia como uma ferramenta social direcionada a ajudar as pessoas a criarem novas amizades e manter relacionamentos.

Orkut é hoje o site mais visitado do Brasil com 9 bilhões de pageviews por mês e apresenta 23 milhões de usuários registrados.

Google na Macworld 2008

Por em 24 de janeiro de 2008 – 10:00

A equipe do Google SketchUp disponibilizou algumas fotos do stand do Google na Macworld 2008. Confira abaixo:

Gmail faz parte da sua vida?

Por em 24 de janeiro de 2008 – 9:09

Algumas semanas atrás o Google fez um convite especial aos seus usuários do Gmail a compartilhar suas “histórias” ao utilizar o produto. Foram mais de 1500 feedbacks por e-mail e vídeo descrevendo modos criativos e produtivos de usar o Gmail.

Hoje, o Google divulgou um vídeo especial no YouTube que compila diversos depoimentos. Em destaque está a participação de Rosana Hermann do blog Querido Leitor no início do vídeo.

Agradecimentos ao Bruno Delfino do blog Falando Nisso pela dica!

Página inicial do Google Health está no ar

Por em 24 de janeiro de 2008 – 8:35


nullGoogle Health pode ser lançado a qualquer momento! É o que indica a página inicial do produto que já está no ar: www.google.com/accounts/ServiceLogin?service=health

Em Outubro de 2007, Rômulo Mendes já havia adiantado aqui no Google Discovery que Marissa Mayer, Vice-Presidente da Google, havia confirmado que o Google Health poderia ser lançado ao público no início de 2008.

O novo produto deve apresentar informações relacionadas aos dados do paciente e ajudará os profissionais de saúde no acesso aos históricos e dados médicos. Google Health chega para complementar ainda mais a missão do Google em organizar as informações online.

Na página inicial do produto é possível ler as seguintes diretrizes:

Com o Google Health, você pode:

* Construir perfis online de saúde que lhe pertence
* Fazer download de histórico de saúde através de médicos e farmácias
* Obter orientação personalizada de saúde e notícias relevantes
* Encontrar médicos habilitados e serviços de saúde rapidamente
* Compartilhe informações com a família ou profissonais de saúde

Leia mais: Descubra as primeiras imagens do Google Health

Eric Schmidt: “plataformas colaborativas são o futuro da NASA”

Por em 24 de janeiro de 2008 – 8:06

A agência especial NASA completou 50 anos este ano e promoveu um evento especial com a presença de diversos executivos e políticos. Entre os convidados estava Eric Schmidt, CEO do Google, na qual fez uma palestra na última quinta-feira no evento NASA 50 anos.

A parceria existente entre Google e NASA têm contribuído para aumentar a gama de informações existentes na web e promover descobertas incríveis através do Google Earth e Google Moon. Google conta também com a parceria do Centro de Pesquisa Ames da NASA, em Silicon Valley.

Em sua palestra na quinta-feira passada, Eric falou sobre a importância das parcerias entre o setor privado e a NASA, destacou alguns dos dados geoespaciais que a NASA já produziu, e desafiou a agência a abraçar plataformas colaborativas abertas como base para uma futura inovação.

Confira o vídeo completo da palestra de Eric Schmidt: (em inglês)

Dia 24/01/2008: a Web poderá ser mudada para sempre

Por em 23 de janeiro de 2008 – 22:30

Google Telecom logoNesta quinta-feira, 24 de janeiro de 2008, começará nos EUA o leilão para a venda do espectro de 700 Mhz. Como já tratado aqui outras vezes, precisamos ficar muito atentos a esta licitação, porque ela poderá vir a ditar as regras da Internet na próxima década. Como veremos aqui, não é certo de que isto se dará, mas é bem possível.

Você deve estar se perguntado: afinal, o que é este espectro de 700 Mhz, do qual o Rômulo fala tanto?
Nos Estados Unidos, a TV analógica estava sendo transmitida concomitantemente com a TV digital, cada emissora ocupando dois canais, sendo um para TV analógica e outro para a digital. É o mesmo que está ocorrendo em São Paulo e logo acontecerá em todo o Brasil. A TV analógica foi abolida nos Estados Unidos em 1º de janeiro. Com isso, os canais, nos quais ela era transmitida ficaram sem utilidade. Assim, a partir de amanhã, serão vendidos em um grande leilão, para empresas interessadas em criar operadoras de telefonia celular e sistemas de comunicação sem fio em geral (Internet, por exemplo). A grande vantagem destes canais é que eles são muito poderosos, porque chegam a atravessar paredes.

Uma licença nacional nos Estados Unidos terá lance mínimo de USD$ 2,4 bilhões, não incluída a construção da rede. Em outras palavras, os interessados terão que pagar, no mínimo USD$ 2,4 bilhões por nada menos e espaço vazio. E o pior: vale muito mais que isso. Até porque, depois deste leilão não se espera haver outros naquele país capazes de fornecer licenças desta natureza.

Chegou-se a dizer que uma licença nacional poderá ser vendida por até USD$ 10 bilhões. Acredito que com a crise das bolsas, estes valores poderão ser reduzidos, porque os investidores estão descapitalizados. De qualquer forma, não será barato.

Mas, por que a Web poderá ser mudada com este leilão?

A primeira mudança já aconteceu no ano passado, quando da fixação das regras para o leilão e já gerou pelo menos uma vencedora: a Google. Ela defendeu regras, que obrigassem às empresas, que vierem a adquirir licenças, a adotar padrões abertos, o que beneficia a política da gigante de Mountain View. Vide, por exemplo, o Android. Acredito eu que, em menor escala, a Yahoo! e a Microsoft também se beneficiaram com esta decisão, a última apesar de sempre ter defendido software proprietário. Há uma razão para isso: os grandes buscadores estão em meio a um cabo de guerra com as empresas de telefonia. Estas últimas desejam poder dar mais velocidade na Internet às informações dos usuários, que pagarem por isso. Esta estratégia, sem dúvida, é ótima para as empresas de telecom, mas é péssima para os consumidores (principalmente residenciais) e para os buscadores, além de comprometer a liberdade na grande rede.
Este cabo de guerra une Google, Microsoft e Yahoo!, contra AT&T, Verizon etc e a só abertura dos padrões já foi uma grande derrota sofrida pelas empresas de telecom.

Mas a mudança pode ser muito mais radical. E é aí que as opiniões se distinguem completamente entre os analistas. E novamente é a Google quem está no centro do debate.

A grande dúvida é: a Google disse que participará do leilão, mas ela irá para vencer ou para perder, por já estar satisfeita com a vitória obtida na questão dos padrões abertos? Ambas as correntes parecem estar, neste momento, praticamente com o mesmo percentual de adeptos, cada um com argumentos bem sólidos. Neste blog mesmo, não há consenso, porque o Renê Fraga acredita que a Google não participará para valer e eu penso ao contrário. Tento agora apresentar ambos os argumentos.

A corrente que acredita que a Google irá ao leilão apenas porque já prometeu ao FCC de fazê-lo, mas não fará força para vencer, acredita o seguinte:

  • a abertura dos padrões já é suficiente para a estratégia da empresa;
  • a aquisição das licenças representa apenas a ponta do iceberg, porque a construção de uma Google Telecom teria custos muito elevados; e
  • a montagem de uma Google Telecom levaria a gigante de Mountain View a fugir de seu foco, tendo que atender a clientes de telefonia celular, o que ela nunca fez e teria dificuldade de fazer, com grandes riscos para o seu futuro.

A segunda corrente, que acredita que a Google entrará no leilão com desejo sincero de vencer, defende os seguintes argumentos:

  • a abertura dos padrões foram apenas as condições necessárias para que ela pudesse participar do leilão, porque a ela somente interessaria este investimento dentro dos padrões abertos (vide Android, quiçá GPhone);
  • o grande foco e a grande fonte de receitas da Google são as buscas na Internet, que hoje são feitas, em sua maioria, por meio de equipamentos fixos. Entretanto, já se sabe que em pouco tempo a maioria delas, principalmente nas economias emergentes e na África, serão feitas por aparelhos móveis;
  • quando as buscas em aparelhos móveis forem majoritárias, possuir ou controlar uma empresa ou rede de telecomunicações móvel poderá representar para os buscadores a condição para existir no mercado;
  • todos os buscadores têm um custo muito grande com telecom e os pagam às empresas de telefonia e cabo e os poderiam transferir para sua própria telecom, caso adquirissem uma licença;
  • não bastasse isso, a estratégia das telecom de ameaçar a diminuição da velocidade das informações de quem não paga mais por isso estaria muito comprometida, senão totalmente derrotadada;
  • é sabido que a infra-estrutura robusta de computação, armazenamento e telecom é uma das maiores vantagens competitivas da Google. Destas, a única que não é de propriedade dela é a de telecom. Indubitavelmente, seus executivos gostariam muito de poder controlar totalmente esta estrutura;
  • dizem que eles já estão testando uma rede sem fio em Mountain View;
  • Paul Allen (vide Microsoft) está na disputa.

Por todas estas razões, eu acredito que a Google entrará para valer neste leilão. Ninguém, além dos principais executivos daquela empresa, sabem realmente, se ela oferecerá lance competitivo. Mais que isso, nem estes executivos sabem se ela efetivamente vencerá, mesmo entrando para valer na licitação, porque estará lutando contra empresas mais fortes (Microsoft, AT&T etc), que não querem de forma alguma sua vitória. Teremos, portanto, que esperar o final do certame, para sabermos. Qualquer que seja o resultado (mesmo que eu tenha errado), anunciarei aqui.

O importante é que acompanhemos com atenção, porque este leilão poderá mudar para sempre a relação dos buscadores com as empresas de telecom e mais, poderá gerar uma nova forma de telefonia celular: 3G e de baixo custo ou até gratuita, porque sustentada por meio de publicidade on line.

Leia também:
O leilão do espectro de 700 Mhz nos Estados Unidos poderá revolucionar a indústria mundial de telecom
Leilão do espectro de 700 Mhz pode permitir o lançamento do GPhone

Os grandes buscadores poderão tirar alguma vantagem da crise financeira norte-americana?

Por em 23 de janeiro de 2008 – 17:52

Gráfico das bolsas de valores em queda

Comparemos os valores de fechamento dos mercados em 06/11/2007 e em 22/01/2008, para sabermos como Google, Microsoft e Yahoo! estão sentindo a crise das bolsas:

Empresa

Ação e valor da empresa em 06/11/2007

(USD$)

Ação e valor da empresa em 22/01/2008

(USD$)

Perdas

(USD$)

Google

741,79

(231,889 bilhões)

584,35

(182,810 bilhões)

157,44

(49,070 bilhões)

21,23%

Microsoft

36,41

(340,797 bilhões)

31,96

(299,145 bilhões)

4,45

(41,652 bilhões)

12,22%

Yahoo!

29,93

(40,106 bilhões)

19,86

(26,612 bilhões)

10,07

(13,494 bilhões)

33,65%

Os números aqui apresentados são suficientes para qualquer um dizer que a pergunta feita no título deste “post” é totalmente absurda. Vou mostrar aqui, entretanto, que não é e que, em que pese as perdas evidentes, e que tendem a se acentuar ao longo deste trimestre, pelo menos Google e Microsoft poderão ainda tirar algum proveito da situação.
Está cada vez mais claro de que a crise, que começou no setor imobiliário, passou para os bancos, para a construção civil, para o comércio e parte da indústria, já está chegando ao vale do silício. Afinal, os resultados das empresas de tecnologia não estão sendo nada animadores, tendo afetado, na área da Internet, muito fortemente a Yahoo!, que já se prepara para demitir de 500 até 1500 ou mais empregados e poderá apenas ser mais um passo para a sua fusão com a Microsoft.
Não se enganem. Este é apenas o começo de uma hecatombe.

Em verdade, já há algum tempo eu esperava que houvesse uma crise no setor de tecnologia de ponta. Não em função da queda do mercado imobiliário, como estamos vivendo agora, mas porque muitas empresas de Internet estavam surgindo e recebendo grandes aportes de capital, semelhante ao movimento que ocorreu durante a grande bolha, que surgiu em 1995 e estourou em 2001. A diferença é agora os investimentos são muito mais conscientes e calculados, não havendo propriamente uma bolha. De qualquer forma, teria que haver um momento em que o mercado, naturalmente, desse um freio de arrumação, o que levaria a secar as torneiras e, via de consequência, quebrar muitas empresas nascentes, muitas delas de bom potencial.

Parece que este momento chegou empurrado pela crise imobiliária. Ficarei muito surpreso se não houver uma onda de falências de startups no Vale do Silício, virtude da falta de liquidez do mercado. Nele deverão ficar apenas as empresas auto-sustentáveis e as de potencial muito promissor e evidente aos olhos dos investidores.

Na esteira destas quebras, se realmente ocorrerem, como acredito, sobrarão empresas e patentes baratas, redução do custo de infra-estrutura e, principalmente, muitos engenheiros desempregados com disposição de trabalhar nas empresas consolidadas. Nesta semana, haverá ainda um outro fato econômico, do qual a Google poderá se beneficiará: nesta quinta-feira será o leilão do espectro de 700 Mhz. Você acha que com esta crise toda os preços estarão muito inflados?
Basta lembrar o que aconteceu em 2001. A Google se beneficiou muito com o estouro da bolha da Internet, porque encontrou todos estes fatores, no momento em que já começava a se sustentar.

Há hoje fortes indícios de que Google e Microsoft poderão, apesar das perdas, se beneficiar destes fatores. A Microsoft ainda mais, porque poderá, de quebra levar a Yahoo! para o seu lado. E a primeira batalha já deve estar começando, que é entre as duas, pela absorção dos empregados da Yahoo!

O lançamento do MacBook Air poderia obrigar a Google a, finalmente, disponibilizar o GDrive?

Por em 23 de janeiro de 2008 – 12:08

MacBook Air
Acabo de ler no blog Tecnocracia um ótimo post assinado pelo Manoel Netto, sob o título MacBook Air. Apple dá o primeiro passo para a extinção da mídia física. Neste artigo, em uma ótima análise, demonstra que Steve Jobs novamente se adiantou ao seu tempo, ao lançar o hardware que ditará os caminhos da indústria de micros nos próximos anos. E este caminho, conforme bem demonstra Manoel Netto, é wirelles e com manutenção de cópias de segurança na Web. Daí a desnecessidade de gravadoras de CDs e DVDs.

Podem acreditar: este caminho não tem volta.

Discordo apenas quando ele diz que a briga entre os padrões BlueRay e HD-DVD foi superado pelo armazenamento na Web. A mim me parece que a briga entre os dois padrões hoje não é mais tanto quanto à forma de armazenamento, mas sim quanto à qualidade de imagem. No início, quando lançados, sim, era quanto ao armazenamento. Hoje, esta guerra evoluiu para onde deveria mesmo evoluir: um novo padrão de imagens de alta definição. Para chegarmos a esta conclusão, basta colocarmos quatro televisores, todos full HD ligados no mesmo filme. O primeiro, em DVD comum; o segundo em TV Digital full HD; o terceiro, em BlueRay e o quarto, em HD-DVD. Logo veremos que as duas últimas mídias são muito superiores que a TV Digital de alta definição.

Você deve estar se perguntando: o que a Google tem a ver com isso? Tudo.

Na medida em que esta tendência de se construirem micros sem gravadoras de mídia se tornar padrão (e quase tudo que a Apple lança vira padrão), as demandas por storage na web vão se elevar. É neste contexto que entraria o sempre comentado e nunca lançado GDrive.

Atualmente, poucas empresas de Internet fornecem serviços de armazenamento para clientes domésticos, entre elas a Amazon, com o seu Amazon 3 (pago), a Microsoft, com o Live SkyDrive (1 Gb gratuitos, mas disponíveis apenas na América do Norte) e AOL, com o seu XDrive (5 Gb gratuitos).

Eu não tenho dúvidas de que a Google já possui tecnologia e infraestrutura para lançar o GDrive. O sistema, provavelmente, já está pronto e testado. Se não o disponibilizou, talvez seja porque este tipo de serviço seja de difícil remuneração, por se tratar, por sua própria natureza, de um arquivo morto, no qual o usuário gastaria muito espaço e acessaria poucas vezes, logo, buscando poucos anúncios. Ademais, a cobrança por espaço na Internet poderia gerar em seus clientes um efeito negativo à imagem da empresa.

Entretanto, os custos de armazenamento estão caindo a cada dia. Em se gerando a demanda, em função do surgimento de um padrão de hardware sem gravadores de mídia, acredito que o lançamento do GDrive seria inevitável.

É esperar para ver.

Imagem do Dia: Google + Apple = Gapple

Por em 22 de janeiro de 2008 – 8:32


Maçã com o logotipo do Google esculpido com laser enfeita o novo escritório do Google em Zurich. Já imaginou uma fusão entre Google e Apple? Descubra mais.

Via Googlified | Foto Ana Belén Ramón

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