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Google Urchin Web Analytics Software está disponível para download

Por em 5 de fevereiro de 2008 – 18:51

Google lançou recentemente uma versão beta da primeira versão de seu pacote Urchin Software, após a compra da empresa há quase três anos. A nova versão do Urchin está disponível para download como um beta gratuito, e deve expirar em três meses. Os proprietários atuais do Urchin 5 receberão uma atualização gratuita assim que a versão beta seja encerrada, e novos clientes podem comprar o software por US$ 2995.

Google Urchin Software roda em Linux, Windows ou FreeBSD servidores. Suas características incluem:

  • Pagetags ou IP+User Agent: Escolha metodologia que funciona melhor para você. Você pode até ter uma ligação para a sua conta do Google Analytics e executar os dois produtos juntos permitindo uma auditoria pré e pós-processamento de dados.
  • Segmentação de visitante avançada: Analise o comportamento do visitante por idioma, localização geográfica e outros factores.
  • Geo-targeting: Descubra da onde vêm seus visitantes e quais mercados têm o maior potencial de lucro.
  • Otimização de funil: Elimine estrangulamentos de conversões e reduza o número de clientes potenciais que saíram do site sem conversão.
  • Métricas completas de conversão: Veja o retorno de investimento, receita por clique, valor médio do visitante e muito mais.
  • Análise de palavras-chave: Compare métricas de conversão nos mecanismos de pesquisa e palavras-chave.
  • Teste A/B: Teste de banners, e-mails, e as palavras-chave e ajuste sua criatividade para obter melhores resultados.
  • Ecommerce Analytics: Rastreie transações para campanhas e palavras-chave, obtemha métricas de lealdade e latência e veja relatórios de merchandising de produtos.
  • Robôs de motores de busca, erros de servidor e tipo de arquivo para relatórios: Escolha os dados que podem ser registrado nos relatórios.

Google irá continuar a desenvolver o software Urchin? Embora a empresa não forneça detalhes sobre o futuro desenvolvimento do produto, apenas informa que se a demanda continuar apresentando elevações, o futuro do Software Urchin está garantido.

Social Graph API: descubra como funciona esta revolução social

Por em 5 de fevereiro de 2008 – 18:25

A web pública é composta de páginas vinculadas que representam ambos documentos e pessoas. A pesquisa Google ajuda a tornar esta informação mais acessível e útil. Informações públicas sobre conexões entre as pessoas é realmente útil – como um usuário, você pode querer ver quem mais estiver ligado, e como desenvolvedor de aplicações sociais, você pode fornecer melhores recursos para seus usuários.

Social Graph API torna públicas as informações sobre as ligações entre as pessoas na Web, expressa pelas marcações XFN e FOAF e outros, facilmente acessíveis e úteis para os desenvolvedores.

Como é que a Social Graph API localiza estas ligações?

Social Graph API verifica dois tipos de conexões públicas:

1. Ao verificar todas as URLs públicas que pertencem a você e estão interligadas. Por exemplo: seu blog (a1), a sua página LiveJournal (a2), e sua conta no Twitter (a3).
2. Verifica também conexões públicas entre as pessoas. Por exemplo, a1 pode possuir um link para o blog b enquanto a1 e c apresentam link para cada um.


Este índice de conexões permite que desenvolvedores possam construir muitas aplicações, incluindo a capacidade de ajudar os usuários a conectar-se aos seus amigos mais facilmente. Por exemplo, na imagem abaixo, Brad adeririu ao Twitter mas não tem amigos na mesma. Usando a Social Graph AP, o Twitter poderia proporcionar uma maneira de descobrir que sua amiga Jane também está na Twitter.

Veja como: Brad tem um link para sua homepage (b3) em seu perfil no Twitter (b1) e também a partir de sua homepage (b3) LiveJournal para o seu blog, Bradfitz (b2). No LiveJournal, Brad tem amigos com Jane274 (j2), mas Brad não sabe que Jane274 (j2) também tem um perfil Twitter (j1). Com as informações indexadas pelo Social Graph API, Brad e Jane já teriam declarado publicamente uma amizade no LiveJournal, e também permitira a Brad adicionar Jane (j1), no Twitter também.

Fonte: Social Graph API

A salvação seria Yahoo!?

Por em 5 de fevereiro de 2008 – 14:32

Ontem, publicamos que a Google havia ofertado à Yahoo! uma ajuda, que incluiria, entre outras coisas, o incentivo para que outros concorrentes injetassem capital na empresa de David Filo. Hoje, o Correio Braziliense afirmou que a empresa, que poderia fazer a oferta seria a AOL, da qual, coincidentemente, a Google é sócia.
Poderíamos ver um renascimento da AOL, com uma união estratégica com a Yahoo?
Esta guerra está começando a ficar boa.

Microsoft! Leave! Yahoo! Alone!

Por em 5 de fevereiro de 2008 – 6:04

Ainda não é possível definir se realmente a Microsoft irá incorporar o Yahoo!, mas alguns usuários do Flickr já começaram a juntar as peças do quebra-cabeça. Apesar da brincadeira, os produtos online do Yahoo! passarão a ter uma imagem da Microsoft mesmo sem a presença do logo da gigante do software.


Nova página inicial do Yahoo! após aquisição da Microsoft, apenas alguns banners e a borboleta para mostrar quem é dono!


Microsoft redesenha o Flickr para integração ao portal MSN.  Até que usuários do Flickr vão adorar.


Talvez o novo layout anterior tenha sido muito drástico, acima uma versão mais clean do Flickr após a compra pela Microsoft.  A foto de Bill Gates torna o produto ainda mais social e atrativo.


Como não poderia deixar de aparecer… oops… tela azul na página inicial do Yahoo!. O site voltará a funcionar assim que os servidores forem reiniciados.

Confira estas e outras imagens neste especial “rebelião” contra a Microsoft no Flickr.

Título do post foi inspirado na frase celebre de Chris Crocker. =)

A Google NÃO PODE COMPRAR a Yahoo. Mas a Google poderia AJUDAR A SALVAR a Yahoo?

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 15:30

Google salvando Yahoo! da Microsoft

Já mostramos aqui as razões pelas quais a Google NÃO PODE COMPRAR a Yahoo. Quando a Google disse que poderia ajudar a Yahoo!, não vislumbramos a forma, sem que isso pudesse ferir as leis de defesa da concorrência. Agora, publica o blog Googling Google, citando o WSJ, que parece ter surgido uma fórmula, que não fere a lei e poderia manter independente a Yahoo! Ela consistiria em incentivar o investimento de outros grupos, que não Google ou Microsoft, com garantia de verbas publicitárias. Além disso, um contrato entre as duas empresas, para que a publicidade Google fosse exibida no site e na busca da Yahoo!, não ficando claro em que termos.

Isto seria bom para a Yahoo?

Depende de algumas condições, porque:

  1. teria os investimentos que necessita para crescer;
  2. teria garantia de verbas publicitária;
  3. mas, talvez, somente seriam interessante a exibição de publicidade Google em seu site, a maior parte da verba disso resultante.

Se a Google quer mesmo afastar a união, talvez aceite fazer um acordo nestes termos.

Isto seria bom para a concorrência, para inovação e para os consumidores?

Sem dúvida. A manutenção da Yahoo! no mercado, em condições de competir é sempre a melhor opção. Antes da proposta da MS, esta carta não estava lançada na mesa. Se esta informação for verdadeira (e a fonte – WSJ – é confiável), pode ser a melhor opção para a Internet.

Se isto acontecer, a MS terá que procurar outra empresa para comprar. Talvez Ask ou Baidu.

Google Operating System também acaba de noticiar.

Yahoo! adquire FoxyTunes

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 15:07

Sim, o pessoal do Yahoo! não perde tempo e acaba de anunciar a compra do FoxyTunes, um plugin multiplataforma para os navegadores Windows Internet Explorer e Mozilla Firefox que permite o controle dos tocadores de mídia diretamente do navegador.

O plugin exibe as informações sobre a faixa tocada atualmente e suporta funções comuns, além de procurar imagens, vídeos e biografia relacionados à música que está sendo executada. O FoxyTunes agora é um produto integrante do Yahoo! Music.

Via: TechCrunch e Wikipédia

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E-mail interno de Jerry Yang no Yahoo! vaza na internet

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 13:58

Vazou hoje na internet um e-mail interno de Jerry Yang, CEO do Yahoo!, sobre os últimos acontecimentos após a proposta da Microsoft em adquirir o Yahoo! na última sexta-feira. Segundo Jerry Yang, nenhuma decisão foi tomada até o presente momento. Leia abaixo na íntegra:

Assunto: mais sobre as notícias de hoje …

– CONFIDENCIAL –

Caros Yahoos:

Uma vez que falamos esta manhã, têm havido muita cobertura da mídia e da indústria sobre a proposta não solicitada da Microsoft para adquirir o Yahoo!. Sabemos que você têm ouvido e lido muito sobre isso. Este é o motivo que gostaria de salientar a todos vocês no final do dia e esperamos que venha a dar mais algum contexto sobre esta proposta, o processo que está levando o nosso conselho, e o que você pode esperar nos próximos dias.

Em primeiro lugar, queremos salientar que absolutamente nenhuma decisão foi feita – e, apesar do que algumas pessoas têm tentado sugerir, não há nenhum processo de integração em curso. Esta proposta é apenas isso – uma proposta. E ela só foi feita nas últimas 24 horas. Você pode ter certeza de que o conselho vai analisá-lo cuidadosamente e com cuidado, e fazer o que é certo para a nossa grande empresa. A proposta da Microsoft é uma das muitas opções que estamos avaliando, a fim de maximizar valor para nossos acionistas e empregados a longo prazo. É por isso que vamos responder a Microsoft depois que nosso conselho concluir uma análise criteriosa de todas as nossas alternativas estratégicas.

Em segundo lugar, não podemos deixar que nenhum dos ruídos em torno desta situação tire-nos da nossa missão principal. É certo que continuemos a nos centrar à realizar nosso trabalho, executar a nossa estratégia e entregar valores para todos os nossos usuários, anunciantes e editores.

Finalmente, percebemos que este pode ter sido um duro dia para muitos de nós, em particular as relativas linhas de frente de nossos negócios. Sabemos que você têm muitas perguntas, e estamos empenhados em garantir que você esteja informado o quanto possível, uma vez que o processo avance. No momento, queremos agradecer a sua energia, foco e determinação. Nós vamos continuar a compartilhar informações com você assim que pudermos ou tivermos.

Jerry e Roy Bostock (nosso novo presidente não-executivo)

Fonte: Webware

Monopólio orgânico e monopólio gerado por fusões e aquisições: há diferenças?

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 13:23

Google Yahoo! e Microsoft

Você defende que a união da Microsoft com a Yahoo! seria perniciosa para a inovação porque geraria briga pela publicidade, impediria a Google de chegar ao topo da audiência e acabar com a inovação na Internet?

Será por que? Por que a MS detém os monopólios de sistemas operacionais, aplicativos de produtividades, navegadores e visualizadores de filmes para PC? Desculpe-me, mas a mim parece mais um argumento emocional que baseado na lógica. Tratam-se de mercados totalmente distintos. Afinal, o grande mercado da Google é o de buscas na Internet, no qual a MS é o 4º e seria o segundo e bem abaixo do primeiro lugar. Além do mais, como mostrei hoje, não há qualquer garantia de sucesso nesta união. Antes, um dos pressupostos para o sucesso seria a manutenção da inovação por parte da MS/Yahoo!, o que geraria, tranquilamente, maior inovação por parte da Google.

Há o problema de alguns mercados em que eles seriam dominantes (mensagens instantâneas, por exemplo). Neste caso, os órgãos reguladores poderão exigir a venda desta parte do serviço, o que é uma prática comum neste tipo de operação.

Por outro lado, a continuar o mercado de buscas a se comportar como se comportou em 2007, a Google atingirá um virtual monopólio orgânico até 2009. Em outras palavras, dominará de tal forma este mercado que matará ou reduzirá ao mínimo as divisões de busca dos demais concorrentes (Yahoo!, MS, Ask e Baidu incluídas). Isto, se ocorrer, dará à Google condições de manipular a publicidade on-line, em prejuízo à inovação, aos consumidores, aos publicitários e anunciantes.

Vale lembrar que o monopólio da MS no mercado de sistemas operacionais foi conquistado organicamente, em função de erros da concorrências (principalmente IBM e Apple), não por aquisições ou fusões com concorrentes. E nem por isso ela é menos danosa aos consumidores e à inovação. Assim, a conclusão a que chegamos é que todo monopólio, seja de qualquer natureza, é ruim e deve ser combatido. Se a Google se tornar monopolista, tornar-se-á naturalmente “evil” e a inovação estará morta na Internet.

Ah!, em 21 de janeiro, publicamos que uma fonte interna da Yahoo! havia confidenciado ao Renê Fraga a existência de uma negociação com a MS.

Onde foi que a Yahoo! errou?

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 12:23

Yahoo! logoMuitos culpam Terry Semmel pelo fato de não ter adquirido a Google, quando teve oportunidade de fazê-lo, por um preço módico. Mas este foi o erro, que permitiu a ascensão da Google e a perda de liderança da Yahoo?

Durante a bolha da Internet, quando a Google surgiu, a Yahoo! era a líder do mercado. Era focada em um grande portal, com notícias e diversos outros serviços. A partir disso, obtinha grandes ganhos publicitários. Era a Web 1.0. Ninguém questionava isso. Talvez nem a Google. As buscas eram marginais por que os motores não traziam resultados relevantes. Por esta razão, os grandes portais (Yahoo! incluído) terceirizavam este serviço. Quando surgiu a Google, com resultados mais relevantes, logo conquistou a conta da Yahoo. O curioso é que, durante muito tempo, esta conta foi fundamental para a existência da Google e acabou por fazer crescer aquela que é hoje a gigante de Mountain View.

Pela lógica daquele tempo, esta terceirização estava certa e a Google provavelmente somente se manteve unicamente como motor de buscas, porque não podia competir de outra forma. Daí ter aventado a possibilidade de ser vendida para a Yahoo! No entanto, o crescimento da Google mudou a Internet e os portais deixaram de ser importantes na conquista de verbas publicitárias e aí ficou difícil tanto para a Yahoo! quanto para a Microsoft, que não tinham motores confiáveis.

A Yahoo! adquiriu a Inktomi, mas não obteve bons resultados de buscas e, portanto, a compra da Overture não surtiu o resultado desejado no campo de conquista de clientes na área publicitária. Mais recentemente, construiu um motor tão bom quanto o da Google, mas o mercado já estava perdido.

Algo semelhante aconteceu com a Microsoft.

Assim, a Yahoo! não errou por não comprar a Google, mas por se focar nos portais. Entretanto, criticar hoje, quando já temos a total visão do quadro é muito fácil. Afinal, pelos dados daquele tempo, o foco nos portais e a manutenção das buscas como serviço marginal era sim a decisão correta.

Diante de um quadro semelhante, você tomaria uma decisão diferente?

Se você tivesse coragem contrariar toda a lógica vigente e vitoriosa, para virar a própria mesa e tomar uma decisão diversa, atire a primeira pedra.

Uma eventual era pós-Yahoo! e o futuro da Internet

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 11:05

A Internet acaba de ser sacudida pela oferta hostil da Microsoft feita sexta-feira. E não pensem que foi pelo valor do possível negócio ou pela possibilidade de concentração de mercado. Foi sim pela grande gama de possibilidades, que podem surgir no futuro próximo ou a médio prazo.
Quanto ao valor, não há que se negar que foi elevado, mas no mundo dos negócios globais há outros negócios muito maiores. Senão, vejamos:

  1. a recente compra do Banco ABN, por exemplo, custou USD$ 89 bilhões (o dobro da oferta da MS);
  2. a união entre a Exxon e a Mobil gerou uma empresa de USD$ 380 bilhões; e
  3. na área de tecnologia da informação, somente para dar um exemplo, a AOL comprou a TimeWarner, em 2001, por USD$ 103,5 bilhões.

Assim, esta, se ocorrer, não terá sido uma das maiores.
Outro problema a ser enfrentado é o medo, que todos possuem, de uma empresa do porte da Microsoft comprar uma concorrente (a segunda do mercado). Afinal, esta concentração não seria perniciosa à competição e à inovação, em função do duopólio, que, inevitavelmente, surgiria?
Aqui temos algumas questões a serem enfrentadas:

  1. um processo de consolidação encabeçado por uma empresa do porte da Microsoft é sempre algo que dá medo, em função do poder econômico, o que não significa garantias de sucesso ou destruição do mercado;
  2. a MS é líder absoluta nos mercados de TI relativos a PC’s e games (sistemas operacionais e aplicativos de produtividade), mas perde em todos os outros mercados (bancos de dados, ERP, GED etc) e, principalmente, leva um banho em aplicações de Internet;
  3. o mercado está seguindo hoje para o perigoso caminho do monopólio orgânico na área de buscas na Internet, liderado pela Google, o que não interessa aos consumidores, aos publicitários, à MS, à Yahoo! e nem mesmo à Google, que correria o risco de ser dividida compulsoriamente pelos órgãos de defesa da concorrência;
  4. ninguém gostaria de ver a Yahoo! ser incorporada por outrem, mas este negócio de buscas de Internet é para empresas gigantes, que consomem fábulas em investimentos, talvez ainda haja espaço no mercado norte-americano para três empresas deste porte, mas a Yahoo! precisa rapidamente de uma grande injeção de capital, para poder continuar competindo;
  5. a consequência disto seria que a Yahoo! tenderia a minguar com o tempo, porque a Google continuaria a crescer e a MS continuaria a manter a sua divisão de Internet com os seus ganhos nas áreas superavitárias; e
  6. ela tem que ser vendida enquanto vale muito.

Mas uma eventual união estaria inexoravelmente fadada ao sucesso? Tenho para mim que não. Ao contrário, se feita da forma errada, poderia redundar em um profundo e total fracasso. Ela dependeria de alguns pressupostos, quais sejam:

  1. além de investir USD$ 44,6 bilhões na compra, teria a MS que investir muitos outros bilhões (talvez dezenas) na integração das plataformas e na ampliação da infraestrutura;
  2. a MS deveria se tornar uma empresa com 5 divisões com focos totalmente diversos e administrações interdependentes, mas com liberdade decisória (sistemas operacionais e aplicativos para PC’s, games, aplicativos de gerenciamento empresarial, hardware e Internet);
  3. a divisão de Internet deveria ser colocada sob a direção Jerry Yang e David Filo, como forma de manter a inovação neste setor na empresa;
  4. no processo de integração das plataformas, ambas as empresas deveriam abandonar a visão de portal, que é um conceito da era da Internet 1.0 e adotarem a visão da busca como o principal (Internet 2.0);
  5. melhorar as atividades mais sociais;
  6. aproveitar os aplicativos Yahoo! para celulares, integrando-os ao Windows Mobile, para inserir as plataformas, já integradas em um contexto mais móvel;
  7. investir em vídeo on-line;
  8. facilitar o acesso da plataforma Office Live aos usuários, para acirrar a concorrência com os produtos de escritórios Google etc.

Caso a união venha a ocorrer, e se mostre vitoriosa, as consequências serão, entre outras:

  1. crescimento da participação da MS no mercado mundial de buscas;
  2. acirramento da competição com a Google, com o necessário aumento da inovação por parte de ambas as empresas, o que será bom para os consumidores e publicitários;
  3. provável início de um processo de consolidação no mercado de Internet, já com vistas no aumento das verbas publicitárias previstas para os próximos anos; e
  4. a provável redução da participação de mercado da Ask e a retenção da Baidu no mercado Chinês (talvez até com redução de participação).

Caso a união venha a ocorrer, mas se mostre um fracasso administrativo ou de vendas, serão estas as consequências, entre outras:

  1. crescimento da participação da MS no mercado mundial de buscas; em um primeiro momento, mas queda em um segundo momento;
  2. crescimento da participação da Google neste mercado, criando um monopólio, com prejuízos para a inovação e para a concorrência;
  3. impossibilidade de surgimento de novas empresas no ramo, por falta de capital;
  4. possibilidade, ainda que remota, de crescimento da participação da Ask;
  5. provável crescimento vertiginoso da Baidu, que sairia de sua clausura chinesa e tomaria os espaços no ocidente, provavelmente se tornando a segunda do mercado mundial de buscas.

Mas, afinal, qual então é o futuro da Internet?
Ver o mundo pelo espelho retrovisor é muito fácil, mas adiantar o futuro é muito difícil e perigoso. Entretanto, pelos instrumentos que temos hoje, parece que o futuro da Internet está nos seguintes caminhos:

  1. colaboração;
  2. conteúdos sociais;
  3. substituição dos aplicativos baseados em PC’s para o software como serviço;
  4. coexistência entre buscas universais e verticalizadas; e
  5. mobilidade.

A mobilidade, aliás, parece hoje ser a principal tendência da Internet, no momento atual, principalmente porque se calcula que em países asiáticos, africanos e, em menor escala, latino-americanos, nos próximos 10 anos, teremos maior número de acessos com smartphones que com computadores pessoais. Esta é, pois, uma das principais metas a ser perseguidas por uma eventual união entre Microsoft e Yahoo.