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Onde foi que a Yahoo! errou?

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 12:23

Yahoo! logoMuitos culpam Terry Semmel pelo fato de não ter adquirido a Google, quando teve oportunidade de fazê-lo, por um preço módico. Mas este foi o erro, que permitiu a ascensão da Google e a perda de liderança da Yahoo?

Durante a bolha da Internet, quando a Google surgiu, a Yahoo! era a líder do mercado. Era focada em um grande portal, com notícias e diversos outros serviços. A partir disso, obtinha grandes ganhos publicitários. Era a Web 1.0. Ninguém questionava isso. Talvez nem a Google. As buscas eram marginais por que os motores não traziam resultados relevantes. Por esta razão, os grandes portais (Yahoo! incluído) terceirizavam este serviço. Quando surgiu a Google, com resultados mais relevantes, logo conquistou a conta da Yahoo. O curioso é que, durante muito tempo, esta conta foi fundamental para a existência da Google e acabou por fazer crescer aquela que é hoje a gigante de Mountain View.

Pela lógica daquele tempo, esta terceirização estava certa e a Google provavelmente somente se manteve unicamente como motor de buscas, porque não podia competir de outra forma. Daí ter aventado a possibilidade de ser vendida para a Yahoo! No entanto, o crescimento da Google mudou a Internet e os portais deixaram de ser importantes na conquista de verbas publicitárias e aí ficou difícil tanto para a Yahoo! quanto para a Microsoft, que não tinham motores confiáveis.

A Yahoo! adquiriu a Inktomi, mas não obteve bons resultados de buscas e, portanto, a compra da Overture não surtiu o resultado desejado no campo de conquista de clientes na área publicitária. Mais recentemente, construiu um motor tão bom quanto o da Google, mas o mercado já estava perdido.

Algo semelhante aconteceu com a Microsoft.

Assim, a Yahoo! não errou por não comprar a Google, mas por se focar nos portais. Entretanto, criticar hoje, quando já temos a total visão do quadro é muito fácil. Afinal, pelos dados daquele tempo, o foco nos portais e a manutenção das buscas como serviço marginal era sim a decisão correta.

Diante de um quadro semelhante, você tomaria uma decisão diferente?

Se você tivesse coragem contrariar toda a lógica vigente e vitoriosa, para virar a própria mesa e tomar uma decisão diversa, atire a primeira pedra.

Uma eventual era pós-Yahoo! e o futuro da Internet

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 11:05

A Internet acaba de ser sacudida pela oferta hostil da Microsoft feita sexta-feira. E não pensem que foi pelo valor do possível negócio ou pela possibilidade de concentração de mercado. Foi sim pela grande gama de possibilidades, que podem surgir no futuro próximo ou a médio prazo.
Quanto ao valor, não há que se negar que foi elevado, mas no mundo dos negócios globais há outros negócios muito maiores. Senão, vejamos:

  1. a recente compra do Banco ABN, por exemplo, custou USD$ 89 bilhões (o dobro da oferta da MS);
  2. a união entre a Exxon e a Mobil gerou uma empresa de USD$ 380 bilhões; e
  3. na área de tecnologia da informação, somente para dar um exemplo, a AOL comprou a TimeWarner, em 2001, por USD$ 103,5 bilhões.

Assim, esta, se ocorrer, não terá sido uma das maiores.
Outro problema a ser enfrentado é o medo, que todos possuem, de uma empresa do porte da Microsoft comprar uma concorrente (a segunda do mercado). Afinal, esta concentração não seria perniciosa à competição e à inovação, em função do duopólio, que, inevitavelmente, surgiria?
Aqui temos algumas questões a serem enfrentadas:

  1. um processo de consolidação encabeçado por uma empresa do porte da Microsoft é sempre algo que dá medo, em função do poder econômico, o que não significa garantias de sucesso ou destruição do mercado;
  2. a MS é líder absoluta nos mercados de TI relativos a PC’s e games (sistemas operacionais e aplicativos de produtividade), mas perde em todos os outros mercados (bancos de dados, ERP, GED etc) e, principalmente, leva um banho em aplicações de Internet;
  3. o mercado está seguindo hoje para o perigoso caminho do monopólio orgânico na área de buscas na Internet, liderado pela Google, o que não interessa aos consumidores, aos publicitários, à MS, à Yahoo! e nem mesmo à Google, que correria o risco de ser dividida compulsoriamente pelos órgãos de defesa da concorrência;
  4. ninguém gostaria de ver a Yahoo! ser incorporada por outrem, mas este negócio de buscas de Internet é para empresas gigantes, que consomem fábulas em investimentos, talvez ainda haja espaço no mercado norte-americano para três empresas deste porte, mas a Yahoo! precisa rapidamente de uma grande injeção de capital, para poder continuar competindo;
  5. a consequência disto seria que a Yahoo! tenderia a minguar com o tempo, porque a Google continuaria a crescer e a MS continuaria a manter a sua divisão de Internet com os seus ganhos nas áreas superavitárias; e
  6. ela tem que ser vendida enquanto vale muito.

Mas uma eventual união estaria inexoravelmente fadada ao sucesso? Tenho para mim que não. Ao contrário, se feita da forma errada, poderia redundar em um profundo e total fracasso. Ela dependeria de alguns pressupostos, quais sejam:

  1. além de investir USD$ 44,6 bilhões na compra, teria a MS que investir muitos outros bilhões (talvez dezenas) na integração das plataformas e na ampliação da infraestrutura;
  2. a MS deveria se tornar uma empresa com 5 divisões com focos totalmente diversos e administrações interdependentes, mas com liberdade decisória (sistemas operacionais e aplicativos para PC’s, games, aplicativos de gerenciamento empresarial, hardware e Internet);
  3. a divisão de Internet deveria ser colocada sob a direção Jerry Yang e David Filo, como forma de manter a inovação neste setor na empresa;
  4. no processo de integração das plataformas, ambas as empresas deveriam abandonar a visão de portal, que é um conceito da era da Internet 1.0 e adotarem a visão da busca como o principal (Internet 2.0);
  5. melhorar as atividades mais sociais;
  6. aproveitar os aplicativos Yahoo! para celulares, integrando-os ao Windows Mobile, para inserir as plataformas, já integradas em um contexto mais móvel;
  7. investir em vídeo on-line;
  8. facilitar o acesso da plataforma Office Live aos usuários, para acirrar a concorrência com os produtos de escritórios Google etc.

Caso a união venha a ocorrer, e se mostre vitoriosa, as consequências serão, entre outras:

  1. crescimento da participação da MS no mercado mundial de buscas;
  2. acirramento da competição com a Google, com o necessário aumento da inovação por parte de ambas as empresas, o que será bom para os consumidores e publicitários;
  3. provável início de um processo de consolidação no mercado de Internet, já com vistas no aumento das verbas publicitárias previstas para os próximos anos; e
  4. a provável redução da participação de mercado da Ask e a retenção da Baidu no mercado Chinês (talvez até com redução de participação).

Caso a união venha a ocorrer, mas se mostre um fracasso administrativo ou de vendas, serão estas as consequências, entre outras:

  1. crescimento da participação da MS no mercado mundial de buscas; em um primeiro momento, mas queda em um segundo momento;
  2. crescimento da participação da Google neste mercado, criando um monopólio, com prejuízos para a inovação e para a concorrência;
  3. impossibilidade de surgimento de novas empresas no ramo, por falta de capital;
  4. possibilidade, ainda que remota, de crescimento da participação da Ask;
  5. provável crescimento vertiginoso da Baidu, que sairia de sua clausura chinesa e tomaria os espaços no ocidente, provavelmente se tornando a segunda do mercado mundial de buscas.

Mas, afinal, qual então é o futuro da Internet?
Ver o mundo pelo espelho retrovisor é muito fácil, mas adiantar o futuro é muito difícil e perigoso. Entretanto, pelos instrumentos que temos hoje, parece que o futuro da Internet está nos seguintes caminhos:

  1. colaboração;
  2. conteúdos sociais;
  3. substituição dos aplicativos baseados em PC’s para o software como serviço;
  4. coexistência entre buscas universais e verticalizadas; e
  5. mobilidade.

A mobilidade, aliás, parece hoje ser a principal tendência da Internet, no momento atual, principalmente porque se calcula que em países asiáticos, africanos e, em menor escala, latino-americanos, nos próximos 10 anos, teremos maior número de acessos com smartphones que com computadores pessoais. Esta é, pois, uma das principais metas a ser perseguidas por uma eventual união entre Microsoft e Yahoo.

E se a Yahoo! resistir à investida da Microsoft?

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 10:46

No quadro atual, parece haver apenas quatro situações em que a Yahoo! nas quais poderia resistir à oferta hostil da Microsoft: ser adquirida pela News Corporation ou por um fundo de investimentos, ou fazer uma parceria com a Google, ou ainda investimentos de outros grandes grupos econômicos. Entretanto, devemos lembrar que este é o quadro de hoje. O de sexta-feira apresentava apenas a solução MS. Ademais, este quadro se mostra muito volátil e poderá ser alterado durante o dia. De qualquer forma, ainda me parece que a oferta hostil ainda é a mais forte neste momento, porque já concreta. Analisemos cada uma das possibilidades:

  1. compra pela News Corporation: neste caso a Yahoo! seria fortalecida com o poder de fogo deste forte grupo empresarial (Fox). Perderiam a Google, que tem parceria comercial com o MySpace e a MS, que não compraria a Yahoo! e ainda teria que pagar um preço absurdo, para comprar o Facebook, para se fortalecer na área de redes sociais e ainda comprar um site de buscas. Aí, poderia comprar a excelente Ask ou, se estiver disposto a investir mais, pensando no futuro, começando a crescer pela Ásia, comprar a Baidu, que é a verdadeira promessa de crescimento nesta área. A Baidu poderia crescer muito ou ser adquirida. Startups poderiam surgir no horizonte,mas é muito difícil (não vejo um caminho muito fácil para elas, em função dos elevados custos);
  2. recebimento de forte aporte de um fundo de investimentos (seriam petrodólares?): perderia a MS, que não compraria a Yahoo! e ainda teria que pagar um preço absurdo, para comprar o Facebook, para se fortalecer na área de redes sociais e ainda comprar um site de buscas. Aí, poderia comprar a excelente Ask ou, se estiver disposto a investir mais, pensando no futuro, começando a crescer pela Ásia, comprar a Baidu, que é a verdadeira promessa de crescimento nesta área. A Google também provavelmente não ganharia nem perderia. O site MySpace viraria alvo de aquisições, principalmente pela Google, da qual já parceira, mas também pela MS e até da Yahoo! (pasmem!, mas neste mercado louco, isto seria possível!). A Facebook continuaria alvo de aquisições, mais pela MS, mas agora também pela Google e pela Yahoo!, a depender da composição. A Ask correria por fora como alvo de aquisições. A Baidu poderia crescer muito ou ser adquirida. Startups poderia surgir no horizonte, mas é muito difícil (não vejo um caminho muito fácil para elas, em função dos elevados custos);
  3. parceria com a Google: parece-me a hipótese mais remota, porque não consigo vislumbrar neste momento uma composição de interesses, que não gerasse um virtual ou real monopólio por parte da gigante de Mountain View e isto não seria permitido pelos órgãos de controle da concorrência; ou
  4. investimentos da Comcast, GE ou Viacom: situação semelhante à situação nº 2.

Talvez seja por isso que ontem a Yahoo! pediu mais tempo para avaliar a proposta da Microsoft. Afinal, parece haver agora muitas variáveis em jogo.
Se for possível salvar a Yahoo! como uma empresa independente, tanto melhor para o mercado. Não resolve o problema da Microsoft, que continua a precisar desesperadamente de comprar a Yahoo!, mas estimularia mais a concorrência, que a união entre elas (não que este negócio não o faria), aportando capital à excelente Yahoo! e obrigando a Microsoft a buscar outros caminhos para crescer na Internet.
Vamos aguardar a evolução deste jogo.

Tecnologia do Yahoo! deve “morrer” ao ser adquirido pela Microsoft

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 6:00

Os usuários do Yahoo ficarão muito insatisfeitos se a operação de aquisição pela Microsoft for adiante. Os serviços do Yahoo são completamente alheios e antitéticos a cultura e tecnologia Microsoft, e aquisições são quase sempre más notícias para os clientes e usuários da sociedade a ser incorporada.

John Gruber, editor site Daring Fireball, explica que a tecnologia do Yahoo é alienígena a Microsoft: os serviços do Yahoo são construídos em PHP, FreeBSD e servidores Red Hat Linux. Na história da Microsoft, ao adquirir tecnologia escrito com ferramentas não-Microsoft, a empresa converte a tecnologia, como aconteceu quando a Microsoft comprou o Hotmail e migrou do FreeBSD / Apache para o Windows 2000.

A migração do Hotmail para tecnologia Microsoft foi muito complicado na época, e migrar os serviços do Yahoo para a tecnologia Microsoft vai revelar ser ainda mais difícil. É provável que Microsoft não perca tempo em migra-la, em vez disso, eles devem encerrar os serviços do Yahoo! e migrar os usuários. O única exceção deverá ser em relação ao Yahoo Search que deve ganhar o formato de “tecnologia Microsoft”.

Fonte: Information Week

Usuários do Flickr fazem “rebelião” contra a Microsoft

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 5:30


Alguns usuários do Flickr começaram recentemente a postar fotos em protesto a eventual aquisição do Yahoo! pela Microsoft. Flickr é um dos mais populares serviços da web 2.0 e pertente atualmente ao Yahoo!, e seus usuários temem que venham a sofrer sob propriedade da Microsoft.

Assim que a proposta da Microsoft fez seu lance de US $ 44,6 bilhões para adquirir o Yahoo, diversos usuários Flickr começaram a destacar imagens anti-Microsoft, logotipos satíricas “Flickr Live” e anunciaram que vão abandonar o Flickr se vier a cair realmente nas mãos da Microsoft, temendo que aquisição iria marcar o “início do fim”.

A imagem acima, retirada do usuário Gnal, se tornou a bandeira da luta dos usuários do Flickr contra a Microsoft e pode ser vista em diversos sites e blogs.

Fonte: BoingBoing

Google oferece ajuda ao Yahoo!

Por em 4 de fevereiro de 2008 – 5:12

O Google está tentando de qualquer maneira afastar o Yahoo! da proposta de aquisição por US$ 44,6 bilhões de doláres feita pela Microsoft na última sexta-feira. Segundo informações do jornal The Technology Chronicles, após a anúncio da proposta feita pela Microsoft, Eric Schmidt, CEO do Google, teria chamado Jerry Yang CEO do Yahoo! para oferecer ajudar.

Como o Google poderia ajudar? A idéia não é clara, mas poderia nascer algum tipo de parceria. Analistas de Wall Street reivindicam que o Yahoo! abandone seu motor de pesquisa e anúncios com o objetivo de formalizar uma proposta com o Google.

Mark Mahaney, um analista para o Citigroup, estima que a mudança poderia adicionar 25% de ganhos ao Yahoo!, enriquecendo novamente suas finanças e potencialmente o seu preço das ações, como parte de um esforço para permanecer como uma empresa independente.

A ajuda do Google não seria exatamente uma caridade. Google teria lucro ao fornecer anúncios ao Yahoo, enquanto a coloca o dedo no olho da Microsoft.

Fonte: The Technology Chronicles

Fim da Microsoft: Yahoo! pode fazer aliança com o Google

Por em 3 de fevereiro de 2008 – 22:24


A agência Reuters informa que a empresa de internet Yahoo pode “considerar uma aliança de negócios com seu rival de buscas na Internet, o Google, como forma de rejeitar uma oferta de compra feita pela Microsoft”, de acordo com uma fonte próxima à direção do Yahoo.

O conselho administrativo do Yahoo teria classificado a proposta da Microsoft, de US$44,6 bilhões de dólares, como”depreciativa”, e estaria considerando retomar negociações com o Google para a criação de uma aliança, como uma alternativa a proposta de aquisição da Microsoft.

Esta possível rejeição do Yahoo! a proposta inicial feira pela Microsoft também poderia estar ligada a uma estratégia para conseguir que a empresa de Bill Gates eleve a oferta feita na última sexta-feira. Entre as outras empresas interessadas pelo Yahoo! estariam o Google e a News Corporation, dona do MySpace.

Microsoft responde ao Google sobre aquisição do Yahoo!

Por em 3 de fevereiro de 2008 – 22:00

Brad Smith, do Conselho Geral da Microsoft, respondeu ao Google sobre a aquisição do Yahoo! pela Microsoft e destacou dominância do Google em pesquisas e publicidade:

A combinação da Microsoft e Yahoo! irá criar uma maior competitividade com a criação de um concorrente dois no mercado de buscas e publicidade online. Os cenários alternativos irão apenas conduzir a uma menor concorrência na Internet.

Hoje, o Google é o motor de pesquisa e publicidade dominante empresa na web. Google tem acumulado cerca de 75% das receitas de pesquisas pagas mundiais e continua a crescer. Segundo os relatórios publicados, o Google tem atualmente mais de 65% de quota nos EUA e mais 85% na Europa. Microsoft e Yahoo!, por outro lado, tem cerca de 30%(juntos) e aproximadamente 10% na Europa.

A Microsoft está empenhada na abertura, na inovação, bem como a proteção da privacidade na Internet. Nós acreditamos que a combinação de Microsoft e Yahoo! irá avançar nessas metas.

Apesar da tentativa de demonstrar os benefícios de uma fusão entre Yahoo! e Microsoft contra o suposto monopólio do Google em pesquisas e publicidade, Brad Smith, da Microsoft, esquece que a melhor forma de combater o crescimento deveria acontecer orgânicamente com melhores ferramentas e serviços.

Unir duas empresas é muito fácil, mas conquistar os usuários vai além disso.

Leilão da banda de 700 Mhz: a disputa poderá esquentar?

Por em 3 de fevereiro de 2008 – 19:06

FCC logoTechCrunch publica hoje que tudo indique que o leilão da banda de 700 Mhz nos EUA está sendo vencido por Google ou Verizon. Até aí, nada de novo, porque já falamos isso para você ontem. O que há de novo é uma teoria interessante baseada em leilões anteriores. Segundo ele, todos estão fixados no bloco C, para dizer que somente Google e Verizon, ou, eventualmente, AT&T, devem ter ofertado lances para este bloco. Entretanto, se esquecem de que podem alguns licitantes ofertarem propostas para os blocos regionais (não incluídos no bloco C) e, de acordo com as regras do FCC, continuarem a poder participar do leilão. Talvez, até por isso, o leilão do bloco C ainda não tenha acabado. Desta forma, segundo a teoria do TechCrunch, no final, poderá surgir um ganhador ainda não citado em nenhuma reportagem da imprensa americana.A teoria é interessante e foi formulada por quem entende as regras do leilão. É bom ficarmos atentos, pois poderemos ter uma grande surpresa no final.

Google comenta sobre possível fusão entre Microsoft e Yahoo!

Por em 3 de fevereiro de 2008 – 18:00

Google comentou hoje sobre a proposta de aquisição feita pela Microsoft ao Yahoo! na última sexta-feira.

Para a empresa líder em buscas na internet, os políticos envolvidos na questão precisam analisar a proposta com cuidado ou um novo monopólio poderá nascer e comprometer a opção de escolha dos internautas.

Atualização: Em paralelo, esta reação do Google pode ser nada mais que uma estratégia para negociar junto com a Microsoft uma ajuda para a aprovação junto à União Européia da compra da DoubleClick. Não podemos nos esquecer que quem está pressionando pela não aprovação são os lobistas a serviço da Microsoft.

Se a Google passar a trabalhar pela não aprovação da união entre Microsoft e Yahoo!, a MS pode ter tantos prejuízos quanto as Google está tendo. Mas, se a Microsoft passar a defender a compra da DoubleClick pela Google, tudo poderá ficar mais fácil para ambas as partes.

Leia abaixo na íntegra:

Yahoo! e o futuro da Internet
Postado no blog oficial do Google por David Drummond, vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e Diretor Legal

A abertura da Internet é o que fez o Google – e Yahoo! — possível. Uma boa idéia que um usuário acha interessante e se espalha rapidamente. As empresas podem ser criadas em torno da idéia. E os utilizadores se beneficiam da constante inovação. É o que faz a Internet um lugar excitante.

Portanto, a proposta hostil da Microsoft em relação ao Yahoo! levanta questões perturbadoras. Isto é mais do que uma mera operação financeira, uma empresa tomando a outra. É preciso preservar os princípios subjacentes da Internet: abertura e inovação.

Poderia a Microsoft agora tentar exercer o mesmo tipo de influência inadequada e ilegal na Internet, o mesmo que fez com o PC? Enquanto a Internet trás recompensas para inovações competitivas, a Microsoft tem procurado com freqüência estabelecer monopólios proprietários – e, em seguida, alavancar sua posição dominante no novo, mercados adjacentes.

Poderá a aquisição do Yahoo! permitir a Microsoft – apesar do seu legado de graves ofensas legais e regulamentares – a estender práticas desleais de navegadores e sistemas operacionais para a Internet? Além disso, a Microsoft mais Yahoo! equivale a uma esmagadora quota de mensagens instantâneas e contas de webmails. E entre eles, as duas empresas que operam os dois mais fortes portais na Internet. Poderia a combinação das duas levar vantagem num software para PC criado para limitar a capacidade dos consumidores a obter livre acesso aos concorrentes de e-mail, mensagens instantâneas, e aplicações baseadas em web services? Políticos de todo o mundo precisam fazer estas perguntas – e os consumidores merecem estas respostas.

Esta oferta hostil foi anunciada na sexta-feira, por isso não há muito tempo para essas questões sejam abordadas cuidadosamente. Precisamos ter a internet aberta, com escolha e inovação séria. Elas constituem o núcleo da nossa cultura. Estamos convencidos de que os interesses dos utilizadores da Internet estão em primeiro lugar – e deve vir em primeiro lugar – com os méritos da proposta de aquisição examinadas e com suas alternativas exploradas.