Juiz que cancelou processo da Apple contra Motorola contesta proteção legal da indústria

Por em 5 de julho de 2012 – 15:08

Em entrevista à Reuters, Richard Posner, juiz do tribunal de apelação de Chicago, disse não concordar com as disputas relacionadas a indústria de tecnologia, principalmente com o crescimento sem controle das patentes.

“Não está claro se realmente precisamos de patentes na maioria das indústrias”, disse Posner, referindo-se a grande quantidade de recursos em smartphones que estão legalmente protegidas. “Esta proliferação de patentes é um problema”.

Posner, entretanto, defende as patentes como proteção merecida as empresas farmacêuticas. Ele alega que o grau de complexidade, no qual envolve a criação de medicamentos “bem-sucedidos”, tem maior impacto quando comparado aos conflitos da tecnologia.

O juiz também destacou que a Apple tem usado seu dinheiro para vender uma imagem de “luta constante pela sobrevivência”, algo que não é compatível com o caixa da empresa avaliado em US$ 110 bilhões em reservas.

“Como em qualquer selva, os animais usarão todos os meios à sua disposição, todos os seus dentes e garras que são permitidos pelo ecossistema”, sustentou Posner, ao defender que as empresas deveriam buscar outros meios de competição  para obter a atenção dos consumidores.

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Comentários (2) Categorias: Google


2 comentários sobre “Juiz que cancelou processo da Apple contra Motorola contesta proteção legal da indústria”

  1. eudennis disse:

    Toda essa discussão sobre patentes vai ir muito longe ainda. Ela sempre teve o objetivo de proteger a propriedade das pessoas e empresas, mas eram poucas a muitas décadas atrás. Agora todo dia tem uma coisa nova surgindo e com a internet parece que é obrigatório você se proteger bem porque qualquer um vai poder copiar de você.É muito complicado dizer até onde uma empresa pode ou não se proteger. Vamos ver no que vai dar toda essa discussão no futuro :)

  2. Copernico disse:

    O problema e quando um sistema que foi feito para proteger inventores (pessoas físicas) contra o poder financeiro das grandes empresas começa a ser usado por essas mesmas grandes empresas para registrar ideias estúpidas, ou que carecem de ineditismo (seja porque, fora dos EUA, foram inventadas antes; ou porque se tratam de conhecimento acadêmico não previamente patenteado; porque representa uma pequena variação sobre uma patente prévia; etc).Veja o exemplo dos óculos da Google ai em cima. A patente original foi registrada corretamente: é específica de uma implementação, não uma ideia. Sendo assim, permitiu à Apple fazer seu contra-movimento e registrar a sua própria implementação. Se fosse ela a registrar em primeiro lugar, o faria com a ideia em detrimento da implementação: “Esta patente cobre o conceito de óculos HUD de RV….” e aí já sabemos como a história se desenrola.Quando um sistema é muito antigo, suas falhas ficam aparentes e os aproveitadores aparecem. Empresas como a Apple e a Microsoft, por exemplo, exploram-no com maestria de de forma antiética. Assim como exploram o fato de que todo bureau tem seu próprio jogo de interesses e o ITC não é uma exceção. Elas sabem que podem usar o conceito de “somos uma empresa norte-americana, enquanto nossos concorrentes são estrangeiros”. No registro de patentes, elas sabem o que passa e o que não passa no registro, com quais pessoas falar e até mesmo quem aceita “compensação pessoal” por sua cooperação.Em relação à informática, o sistema de patentes norte-americano apodreceu. Não só pelo bem dos EUA quanto do resto do mundo (porque sem o resto do mundo eles não conseguiriam nem mesmo pagar sua alta dívida interna), deve ser derrubado.