Depois do gPhone-Android, poderá ser a Google Telecom

Por em 16 de novembro de 2007 – 16:52

Nós já havíamos adiantado isto para você. A grande diferença neste momento que agora não estamos mais falando de simples rumores e de apostas de analistas do mercado financeiro, mas de notícia apurada pelo mais respeitado jornal de economia do mundo o The Wall Street Journal.

Em sua edição de hoje, o referido periódico afirmou que o lançamento do Android (que, como já dissemos, é a ponta-de-lança de um conjunto de ferramentas destinadas a permitir que as grandes fábricas apresentem ao mercado smartphones com sistemas operacionais de código aberto) é apenas a ponta do iceberg das pretensões da gigante de mídia no mercado de aparelhos móveis.

Segundo apurou o Journal, as ambições da Google incluem a construção de sua própria rede de comunicações móveis. Para tanto, segundo pessoas familiarizadas com o assunto (aparentemente fontes ouvidas na própria Google) afirmaram que a empresa estaria disposta a pagar USD$ 4,6 bilhões por uma fatia do espectro de 700 Mhz nos EUA, que será leiloado no início de janeiro de 2008.

Espera-se, entretanto, que a oferta poderá ser até muito maior que isto, porque este valor foi publicado oficialmente pela própria empresa em seu Blog de Políticas Públicas. Ora, se a Google está disposta a dizer publicamente o quanto está disposta a pagar pela outorga de licença, ofertando o seu segredo comercial às concorrentes, algumas maiores que ela, é porque está disposta a pagar muito mais que isso, talvez até o dobro disso.

É certo também que ela entrará no leilão, porque levou as autoridades reguladoras dos Estados Unidos a mudar as regras para permitir sistemas de código aberto, leia-se Android. (Gozado… O gPhone não sai da minha cabeça… E acho que da cabeça dos meninos de Mountain View também não…).

Android gPhone telaA empresa terá até o dia 3 de dezembro próximo para se pré-qualificar para o leilão de janeiro e quase ninguém duvida que o fará.

Até agora, nenhuma novidade, exceto ter a notícia sido publicada pelo WSJ.

As informações novas que o WSJ nos traz hoje são que a Google já está testando uma rede sem fio de alta tecnologia em Mountain View, para adquirir experiência, para o caso de vir a criar uma operadora de âmbito nacional nos EUA. Nesta rede, estão usando protótipos de telefones, que usam Android. (Este maldito gPhone me persegue!).

Ainda segundo o WSJ, nos bastidores da gigante de mídia, discute-se a possibilidade de um de dois modelos básicos de negócio para a telefonia celular:

  1. a cobrança de contas de telefonia, como uma operadora tradicional; ou
  2. uso da rede ou fornecimento dos aparelhos total ou parcialmente subsidiados por publicidade.

A segunda opção parece ser uma opção arriscada, mas, como a Google deseja quebrar paradigmas e publicidade é o seu negócio, tem muita gente apostando nesta possibilidade.

Fala-se também que, se a Google conseguir uma faixa de espectro, no leilão de janeiro ela poderá optar por não criar sua própria empresa de telecomunicações (Google Telecom), mas alugar espectro a outra empresa, ou até fazer uma parceria com empresas de Telecom. Tem se falado muito na compra da Sprint, mas poderia não haver uma compra, mas uma parceria estratégica entre as duas. Quanto a isto, somente as duas empresas possuem as informações concretas.

O que há de concreto até agora é que a Google quer mesmo entrar neste mercado, se necessário, tornando-se uma operadora de celulares e banda larga.

Agora está explicado porque ela deixou de comprar empresas: precisa economizar muito, para fazer caixa.

Fonte: Wall Street Journal

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Comentários (2) Categorias: Google


2 comentários sobre “Depois do gPhone-Android, poderá ser a Google Telecom”

  1. Felipe Hummel disse:

    Google só entra num negócio pra “matar”.
    Eles não entram pra pegar o “resto”.

    E para o bem dos consumidores eles sempre chegam abalando as estruturas tradicionais. Pelo visto, não vai ser diferente com as telecomunicações.

    Abraço!

  2. Rômulo Mendes disse:

    Felipe,
    Alguma coisa quebra de paradigma pode ser esperada. Vamos aguardar.
    Abraços,
    Rômulo